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Câmara realiza audiência pública para debater greve na UFGD

15 de agosto 2012 - 16h12 Por Redação Douranews
Câmara realiza audiência pública para debater greve na UFGD

A Câmara Municipal de Dourados realiza às 19h desta quinta-feira (16) a Audiência Pública “Greve na UFGD: reivindicações e perspectivas”. O evento vai debater o movimento grevista deflagrado há mais de dois meses pelos professores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e a paralisação dos servidores técnico-administrativos, iniciada no dia 11 de junho. Ambos os movimentos ocorrem em protesto por melhores condições de trabalho e se multiplicam pelo país.

“O objetivo da audiência é apresentar à sociedade as reivindicações e tendências do movimento”, explica o professor Adauto de Oliveira Souza, diretor presidente da Aduf-UFGD (Associação dos Docentes). Também devem dar corpo ao debate membros do Sista-UFGD (Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos).

Para o propositor da audiência pública, vereador Elias Ishy (PT), é fundamental a presença da sociedade no evento. Segundo o parlamentar, esse tipo de discussão proposta na Câmara Municipal “tem por objetivo garantir uma maior participação popular nos debates que envolvem questões diretamente ligadas ao desenvolvimento social”.

Somente na UFGD, por exemplo, os movimentos grevistas deixaram ao menos 5,7 mil alunos de graduação e 900 de pós-graduação sem aulas. “Esperamos o envolvimento dos docentes, discentes e técnicos da universidade, mas é fundamental que a sociedade como um todo participe da audiência”, ressalta Souza.

As duas categorias reivindicam melhorias nas condições de trabalho. No caso dos docentes, há destaque para a reestruturação da carreira, carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas (correspondente ao salário mínimo do Dieese – hoje calculado em R$ 2.519,00) e, percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

“Essas são condições de trabalho que envolvem principalmente o recente processo de expansão das universidades. Houve um crescimento muito acentuado e não foi acompanhado das condições infraestruturais imprescindíveis para o ensino, a pesquisa e extensão com qualidade”, destaca o representante dos docentes. Até hoje nenhuma contraproposta governamental foi considerada aceitável pelas categorias em greve.