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Manifesto de grevistas da UFGD e da PF mobiliza pouca gente

17 de agosto 2012 - 15h22 Por Redação Douranews
Manifesto de grevistas da UFGD e da PF mobiliza pouca gente

Professores, técnicos administrativos e estudantes da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), além de servidores da Polícia Federal, protestaram contra a demora nas negociações para findar a greve que, das universidades federais, já se estendem por mais de dois meses. Ainda assim, apesar do volume de pessoal parado, o  manifesto reuniu poucos adeptos na manhã de hoje (17) na Praça Antônio João, no centro de Dourados.

Os manifestantes usaram faixas, adesivos e caixas de som para apresentar aos douradenses que transitavam pelo centro os motivos pelo qual tantos órgãos federais estão com as atividades paralisadas. Alguns usaram os velhos narizes de palhaços na tentativa de demonstrar a indignação com a demora para se chegar a um consenso entre o governo e os sindicatos.

Os sindicatos reivindicavam 15% de reajuste imediato ou 25% em três anos. Porém, o governo ofereceu 15,8% em três parcelas nos anos de 2013, 2014 e 2015. As negociações ainda não foram encerradas.

Alunos

A maior preocupação dos estudantes da UFGD é a situação do calendário letivo “pós-greve”. Caso as aulas voltem este mês, o segundo semestre deste ano começaria em novembro e terminaria em abril do ano que vem. O que já comprometeria as datas do ano letivo de 2013.

Mesmo com os reflexos da greve que devem s prolongar pelos próximos dois anos, os estudantes esperam voltar às aulas o quanto antes. “É melhor que volte logo as aulas, mesmo que tenhamos aulas em janeiro e fevereiro do ano que vem”, disse o estudante de história, Alan Jara Luiz Jara, um dos poucos acadêmicos presentes no ato público.

Polícia Federal

Os representantes dos sindicatos dos policiais federais do país se reunem na próxima semana para discutir uma solução para a situação da categoria. Completa hoje (17), nove dias de greve e apenas 30% do efetivo continua trabalhando.

Alguns serviços, como a emissão de passaportes e investigações, por exemplo, estão suspensos. Os servidores da Polícia Federal não recebem reajustes desde 2006. Há pelo menos dois anos os policiais tentam firmar negociações com o governo na busca de evitar tal situação.