O delegado regional de Polícia Civil de Dourados, Carlos Videira, o Carlinhos, informou nesta terça-feira (6) que a denúncia de suposta venda de casas do programa social Minha Casa Minha Vida, envolvendo servidores da Prefeitura de Dourados, vem sendo investigada desde o dia 19 de agosto, quando ele foi procurado pelo secretário municipal de Governo, José Jorge Filho (Zito) com essa preocupação e que a Polícia vai apurar se houve prática de estelionato, crime de concussão ou formação de quadrilha.
“De imediato [a partir de agosto], recomendamos algumas providências administrativas e chegou-se a efetuar a prisão de uma servidora, de posse de R$ 4.500, dinheiro obtido com a venda de uma casa; ela negou, mas depois acabou confirmando”, disse o delegado ao jornalista Eduardo Palomita, da rádio 92FM.
“Desde então, passamos a trabalhar na hipótese de que, essas pessoas, embora estivessem obtendo vantagens imediatas, não tinham o poder para distribuir casas, e quem estava, em tese, as comprando, também não iria receber”, acrescentou o delegado. Segundo Carlinhos, só nesta terça-feira já foram ouvidas sete pessoas que se dizem vítimas do esquema; pagaram para ter direito às casas.
Carlos Videira disse que outros 35 eventuais compradores dos direitos para ‘furar a fila’ do sorteio também serão ouvidos, além de todos os servidores lotados no Departamento de Habitação da Prefeitura e o secretário municipal Gerson Schaustz, de Planejamento, a quem o setor está diretamente ligado. “As investigações continuam e os culpados terão que pagar por isso”, afirmou o delegado.
No 1º. Distrito Policial o encarregado pela condução dos trabalhos é o delegado Humberto Perez.