O que seria mais um das centenas de pescarias das quais participou desde quando chegou em Dourados, em 1.974, para iniciar a sua vida como metalúrgico juntamente com a família, por muito pouco não terminou em morte para Wilson dos Santos Vieira, hoje com 65 anos.
Desportista e um dos saudosistas dos tempos de ouro do futebol amador da Leda (Liga Esportiva Douradense de Amadores) e posteriormente ligado ao futebol profissional por meio da então diretoria do hoje extinto CAD (Clube Atlético Douradense) que na época era comandado pelo empresário Edson de Freitas da Silva na função de diretor de futebol, “Wilson Bola”, como ficou conhecido nos meios futebolísticos da cidade, foi ferroado por um mandi-guaçu na palma da mão direita, às margens do rio Brilhante, e o caso evoluiu para um tétano na região afetada.
O acidente com Wilson aconteceu no dia 16 de outubro, no rancho Condomínio do Bacuri, localizado na região do distrito de Santa Terezinha, em Itaporã, no momento em que tentava tirar a presa do anzol.
Acostumado com ferroadas de mandi-guaçu, o metalúrgico que há mais de 40 anos freqüentava pescaria em grupos de amigos, disse que não ligou para o incidente naquele momento, tanto que tomou as providencias normais para sanar a dor, todavia, oito horas depois teve de ser socorrido ao hospital mais próximo do local onde estava e em Dourados os médicos que o atenderam constataram a presença de um tétano em alto grau e conseqüentemente, a necessidade de ter parte do braço direito amputado. “Sinceramente, se estou vivo aqui hoje conversando com vocêm devo primeiramente a Deus e depois aos cuidados médicos que recebi tanto no Hospital da Vida como no Evangélico”, disse Wilson, em contato com o jornalista Waldemar Gonçalves – Russo, ao lembrar dos fatos ocorridos e que lhe custaram parte do braço direito.
“Perdi parte do meu braço direito, mas ganhei a vida novamente e em breve espero estar de volta junto com todos os meus familiares, com os meus amigos no estádio da Leda e no Douradão, e claro, quero mesmo estando dentro do que chamam de quadro de pessoas deficientes, estar novamente pescando com o nosso grupo. É claro que se pintar um mandi-guaçu, vou pedir para que alguém o tire do anzol né”, disse.