Mais uma vez a Semsur (Secretaria municipal de Serviços Urbanos) está limpando a área próxima ao Parque Ambiental Rego D’Água “Primo Fioravante Vicente”, em frente ao Brasil 500.
A área doada ao Estado para a construção de uma escola técnica é usada diariamente pela população para descarte de lixo, porem, segundo o secretário Luis Roberto Martins, a população deve usar os ecopontos existentes na cidade e evitar de jogar lixo onde é proibido.
“Dourados possui três áreas de ecoponto destinadas ao depósito de galhos provenientes de poda, tem coleta de lixo, tem aterro sanitário e ainda empresa responsável pela destinação de resíduos perigosos. Mesmo assim muitas pessoas continuam usando áreas urbanas inadequadas para depositar todo e qualquer tipo de lixo. O que resta é pedirmos bom senso aos cidadãos”, disse o secretário.
A Semsur reforça que a área em frente ao Parque Rego D’Água não é um dos pontos de descarte de lixo.
Os ecopontos para depósito de galhos ficam na rua Honduras, no Parque das Nações I (Viveiro de Mudas), às margens da Via Parque na região do Jardim Clímax e no Jardim Novo Horizonte, na rua Lindalva Marques Ferreira. Uma quarta área está sendo instalada na região do trevo da Coronel Ponciano com a BR 163.
O secretário afirmou que a solução definitiva para o problema no Parque Rego D’Água será a construção da escola técnica. “Só assim as pessoas deixarão de usar a área como lixão”, afirmou ele, lembrando que antes de a área ser doada, havia a intenção de fazer licitação para cercar o terreno. “Depois que foi doado ficou inviável”.
O local tem uma placa avisando ser proibido jogar lixo, mas muitas pessoas, inclusive carroceiros, continuam jogando todo tipo de material no terreno. Por várias vezes a rua Salviano Pedroso, antiga W-13, fica interditada pelo lixo.
Em Dourados, o Imam (Instituto Municipal de Meio Ambiente) é responsável pela fiscalização. A secretária de Meio Ambiente Valdenise Carbonari alerta a população sobre a legislação e a punição para quem for pego depositando lixo em locais inadequados. As multas variam de R$ 400 a R$ 40 mil, dependendo do local de depósito inadequado e do tipo de lixo.
“O douradense precisa entender que é responsável pelo próprio lixo. Não pode transferir isso ao vizinho quando sai do seu bairro e joga lixo no outro bairro. Temos os ecopontos e a coleta. Basta agora bom senso”, afirmou a secretária.
Destinação
Os chamados ecopontos ainda funcionam de maneira improvisada, mas são áreas de propriedade da Prefeitura para receber galhos de podas de árvores.
Já o lixo orgânico deve ter destinação diferenciada. Conforme o secretário Luis Roberto, qualquer lixo que seja enquadrado como orgânico deve ser ensacado e destinado à coleta de lixo, serviço feito por uma empresa contratada pela Prefeitura.
Esses resíduos são levados ao aterro sanitário, cuja entrada só é permitida a caminhões autorizados. “É inadmissível que o cidadão que tem coleta na sua rua jogue lixo em terrenos baldios inapropriados”, afirmou o secretário.
Valdenise Carbonari ainda ressaltou que está em fase de licença a instalação de uma empresa destinada a reaproveitar o lixo proveniente da construção civil. “Vai ser mais um importante passo”, disse ela.