Esta segunda-feira (14) marca um acontecimento especial na vida da engenheira Meire Cristiane Ferreira da Cunha e do filho David Gris. A data relembra os 25 anos do nascimento do rapaz, fruto de uma cirurgia cesariana a que a mãe se submeteu, no dia 14 de janeiro de 1988, enquanto prestava o primeiro vestibular para o curso de Matemática do então CEUD (Centro Universitário de Dourados), extinto campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), hoje transformado na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

Engenheiro nasceu durante o vestibular da mãe
O fato mereceu reportagem, na época, do jornal “O Panorama”, que registrou a fotografia do bebê recém nascido, com a mãe, na maternidade do HE (Hospital Evangélico). David nasceu forte e saudável, com quase 4 quilos e a mãe foi aprovada em 6º. lugar no curso pretendido, após três dias de vestibular.
Hoje, mãe e filho atuam no ramo de construções. Meire montou uma construtora em Cascavel/PR e presta serviços para todos os ramos da engenharia (construção de hidrelétricas, pontes, supermercados e agroindústrias) e o filho, David, formado em 2011 no curso de Engenharia Elétrica, no campus de Foz do Iguaçu/PR da Unioeste, atua há um ano na construção de uma Subestação Elétrica, em Vitória/ES, em uma empresa de energia do grupo J-Malucelli.

Reportagem publicada há 25 anos pelo jornal "O Panorama", em Dourados
Antes disso, Meire já havia dedicado os primeiros vinte anos de vida como estudante dos cursos básicos e de formação de Magistério, em Itaporã, cidade onde viveu [ela é natural de Querência do Norte/PR] e em Dourados. Foi professora de Matemática e Física, de 2ºgrau, de cursinho e de Universidade, incluindo a participação como responsável pela cadeira de Geometria Analítica para a primeira turma do curso de Engenharia Civil criado pela Unigran, em Dourados, em 2011.
“É indescritível a sensação que a gente tem hoje, depois de tudo o que já passamos. Ver o David se realizando profissionalmente, apesar da distância e do tempo que demora para nos encontrarmos [o jovem só tem tempo para visitar Meire seis vezes por ano], e lembrar que tudo começou dentro do hospital, é uma realização de amor enorme”, diz a mãe, ao homenagear o filho nesses 25 anos de vida.