Quinze meses depois, está sendo concluída esta semana a longa operação em que se transformou o processo de poda e retirada da árvore que inicialmente foi conhecida como “Figueira centenária” e por último, “falsa Figueira”, após intensas movimentações de setores empresariais, estudantes, ambientalistas e de lideranças de organismos públicos.
Máquinas e operários contratados pelo investidor da área trabalham, esta semana, para retirar parte da raiz da árvore. No local, segundo se cogita, deverá ser construído um edifício empresarial que, em princípio, seria destinado à centralização das atividades operacionais do Banco do Brasil na cidade.
O serviço demorou para ser concluído e foi necessário o uso de três escavaderas, um trator e um caminhão de transporte de máquinas pesadas para a remoção da raíz. Curiosos, atraídos pela movimentação que chegou a interditar o trânsito de um lado da avenida Weimar Torres, registraram a operação com câmeras fotográficas e aparelhos de celular.
O caso
A poda da “Figueira” existente na avenida Weimar Torres, em frente ao Douranews, começou em outubro de 2011, com autorização da Semma (Secretaria municipal de Meio Ambiente), porém, a mobilização popular acabou revelando que não existia um projeto técnico aprovado e os trabalhos de corte foram interrompidos.
Um ano depois, o advogado Hermes Maciel, que representa o grupo controlado pelo empresário Nivaldo de Souza Morais, reforçou o pedido de poda, acompanhado da documentação exigida e obteve nova autorização de corte.
Ao contrário da primeira tentativa, a renovação de autorização para a retirada da árvore, expedida pela Semma, acrescentou que “parecer datado de 17 de outubro de 2011”, elaborado pela Funced (Fundação Cultural de Dourados), “informa que não existe nenhum registro de tombamento pelo Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental do município” em relação à árvore.