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Tragédia de Santa Maria alerta para o risco da omissão

02 de fevereiro 2013 - 22h27 Por Redação Douranews
Tragédia de Santa Maria alerta para o risco da omissão

A morte de 236 pessoas na boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é resultado de uma sucessão de erros, omissões e irresponsabilidades dos proprietários da casa noturna, da banda, que acendeu um sinalizador e provocou o incêndio, e da fiscalização do poder público, especificamente o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura da cidade gaúcha. Infelizmente, porém, a Kiss não é o único exemplo de espaço em que o entretenimento se torna arma letal.

Por todo o País, diversos proprietários negligenciam o capítulo segurança em suas casas noturnas, tratando-o como um custo para o empreendimento, e não como um investimento na vida dos clientes. E essa situação conta com a conivência, a omissão e a irresponsabilidade das autoridades.

Centenas de bares e boates foram interditados pelas prefeituras das capitais e de cidades de médio porte dos Estados da Bahia, Amazonas, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul neste começo de ano. Esses espaços de reunião – fiscalizados após a tragédia de Santa Maria – apresentavam falhas de segurança semelhantes às da Kiss.

Somente em Manaus, 66 boates e bares foram interditados, inclusive a Tropical Club, uma das mais frequentadas da cidade, que leva o nome do luxuoso hotel que a abriga. Nela, as saídas de emergência estavam fechadas e os extintores de incêndio não tinham sinalização. Em Salvador, várias boates funcionavam sem alvará, uma delas – localizada no bairro boêmio do Rio Vermelho – era uma borracharia pela manhã e uma danceteria à noite.

Dourados

Em Dourados, o Corpo de Bombeiros anunciou que a partir deste mês vai retomar o trabalho de vistorias nas unidades onde são realizadas festas, incluindo nessa ação as parcerias com a Guarda Municipal de Dourados e o MPE (Ministério Público Estadual). O objetivo é conferir se os estabelecimentos que estavam irregulares na última vistoria já providenciaram as exigências recomendadas.

O maior entrave são de empresários que locam espaços para os chamados ‘promoters’, promotores de eventos que nem sempre são ligados ao negócio em questão e acabam confundindo empreendimento de lazer e entretenimento com um comércio qualquer. Esquecem-se de que estão lidando com vidas e deixam de lado as questões elementares de segurança.