O presidente do Seesvda (Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Dourados e Afins), Antônio Góes Ferreira, garantiu ao Douranews que a decisão do TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região) determinando o retorno de 50% do efetivo dos vigilantes ligados aos sindicatos de Campo Grande e região, incluindo Dourados e Naviraí, ao trabalho a partir de amanhã (4) não é extensiva a toda a categoria.
“O que a Justiça determinou foi que os trabalhadores da Brinks [empresa de segurança e transporte de valores] cumpram o pedido pelos patrões, ou seja, manter pelo menos 50% no trabalho, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. O restante, compreendendo o pessoal que faz a segurança nos bancos, não está incluído nessa decisão”, disse Góes.
O sindicalista confirmou também que a paralisação da categoria continua nesta segunda-feira, “até que os patrões resolvam conversar com a gente”. Ele disse que, mesmo com essa decisão do TRT, os empregadores continuam irredutíveis, “não sinalizaram com nada e nem chamaram para conversar”. Os grevistas querem 30% de reposição salarial.
No primeiro dia da greve, sexta-feira (1), apenas as agências do Itaú e do Bradesco mantiveram o expediente normal, colocando em risco, segundo ele, a integridade de clientes e funcionários. Os demais bancos não tiveram expediente interno.
No pedido ao TRT-24, a direção da empresa Brinks alegou que as reivindicações da categoria estavam sendo negociadas e havia uma reunião marcada para o dia 7 de fevereiro e que foi surpreendida, no dia 28 de janeiro, com a notificação de greve geral dos trabalhadores, por tempo indeterminado, a partir do dia 1 de fevereiro. Na ação, a empresa pediu o retorno de 70% do efetivo ao trabalho.