Detentos de dois presídios de segurança máxima em Mato Grosso do Sul foram identificados como responsáveis por esquema de tráfico de drogas, segundo divulgação, nesta quarta-feira (6), da investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Nesta terça-feira (5), foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Rio Verde e Campo Grande na investigação do caso.
Os mandados foram cumpridos na Operação “Irmandade 1533”, denominação que faz alusão a uma facção criminosa que seria o PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo o Gaeco, um dos detentos está na Phac (presídio de Segurança Máxima Harry Amorin Costa), em Dourados e o outro, no presídio de Segurança Máxima Jair de Carvalho, em Campo Grande, transferido de Dourados.
De acordo com as investigações do Gaeco, os detentos comandavam o esquema de tráfico por meio de telefones celulares e durante as visitas, que repassavam os recados aos comparsas. Dessa forma, eles acompanhavam a movimentação financeira do tráfico. De acordo com a investigação, os presos determinavam pagamentos, divisão de lucros e também contratavam pessoas para o transporte de drogas e outras atividades relacionadas ao tráfico.
Operação
Segundo a promotora de Justiça do Gaeco, Claudia Loureiro Ocariz Almirão, o procedimento foi instaurado no começo de 2012 para apurar a prática de crimes de homicídio, tráfico e roubo. A assessoria informou que o grupo ainda interroga suspeitos e faz análise da documentação apreendida.
Com o apoio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp), foram realizadas buscas nas celas dos presidiários investigados e apreendidos chips de telefone celular.
Participaram da operação 23 policiais militares do Gaeco e 32 policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados, além dos Promotores de Justiça integrantes do Gaeco.