Uma reunião que acontece na manhã desta terça-feira (6), no MPE (Ministério Público Estadual) em Dourados, vai discutir a situação das crianças indígenas, vítimas de violência ou de abandono das famílias, que permanecem em abrigos. A Promotoria da Infância e da Juventude acredita que na ausência de famílias indígenas interessadas, as crianças devem ser encaminhadas para o Cadastro Nacional de Adoção, podendo vir a ser adotadas pelas famílias de não-índios.
De acordo com a promotora Fabrícia Barbosa de Lima, o MPE estuda fixar um prazo de 30 dias para levantamento dessa situação e para definir, como prioridade, o interesse de famílias da própria Reserva Indígena em adotar essas crianças.
Para o juiz Zaloar Murat Martins, a Funai (Fundação Nacional do Índio), que é quem realizava o cadastro de famílias indígenas interessadas na adoção, deveria reassumir essa função.