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Vereador Sergio Nogueira justifica pedido de cardápio em braille

01 de março 2013 - 14h35 Por Redação Douranews
Vereador Sergio Nogueira justifica pedido de cardápio em braille

Acessibilidade significa disponibilizar informação e serviços em diversos formatos para que todos possam compreender. Pensando nisso, o vereador Sergio Nogueira (PSB) apresentou o projeto de lei que regulamenta aos estabelecimentos comerciais que atuam direta ou indiretamente na área gastronômica, disponibilizar cardápios em Braille para deficientes visuais, com informações paralelas ao cardápio convencional.

Conforme o vereador, “o objetivo é tornar obrigatório a disponibilização, em bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis, motéis e similares, de cardápios em Braille, com todas as informações pertinentes”. Sergio Nogueira lembra que “os dados do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2012, referentes à pesquisa realizada, mostram que só no estado de Mato Grosso do Sul, 16,72% da população apresenta alguma disfunção visual, sendo que, deste número, 68,4 mil possuem grande dificuldade e 4.900 são cegos”.

Em Dourados, ainda segundo o levantamento feito pelo vereador, com base nos números do Ibge, há cerca de 1.300 deficientes visuais. O pastor Nivaldo Manoel dos Santos é um exemplo e comemora a iniciativa do projeto de lei. Para ele, “como um deficiente visual que, de repente, tem um problema na fala ou na audição, o que ele vai fazer para pedir uma refeição no restaurante? Como o garçom vai atendê-lo? Essa iniciativa do braile é muito boa, porque para o deficiente visual, o olho é a ponta do dedo”.

O vereador Sergio acredita que “as dificuldades enfrentadas pela pessoa portadora de deficiência visual devem ser identificadas e superadas, no que for possível, pelos poderes públicos, pois acabam limitando sua mobilidade, liberdade, autonomia e, consequentemente, sua qualidade de vida”.

“Em Dourados nós temos um núcleo de apoio que pode, inclusive, ajudar os empresários na elaboração desse cardápio sem trazer nenhum custo excessivo que talvez seria a preocupação dos donos de bares, lanchonetes e restaurantes”, garante Sergio Nogueira.