Um acidente registrado nesta quarta-feira (20), em Dourados, repete a problemática que tem sido alertada constantemente pelas autoridades: o transporte de cargas com excesso de altura. Um caminhão transportando um guindaste que estava com o "braço mecânico" acima do limite de 4,5 metros de altura, permitido para a zona urbana, enroscou o equipamento na redes de energia provocando uma série de prejuízos.
O primeiro foi o imediato desabastecimento de energia na região das vilas Industrial, Vieira e Ubiratan, na Cabeceira Alegre, impactando 40 clientes. Depois, com o deslocamento que puxou os cabos, ocorreu a quebra de um poste que acabou caindo em cima de um carro. O veículo estava estacionado em frente à Escola Municipal Maria da Rosa Antunes da Silveira Câmara, na frente da praça do Cinquentenário. Com o impacto e peso da estrutura de concreto com um transformador, o veículo ficou completamente destruído.
Para reconstruir a rede e restabelecer o fornecimento de energia, a Enersul mobilizou quatro equipes com 12 técnicos que, em menos de duas horas, normalizaram o abastecimento. Quando há esse tipo de acidente o motorista é quem vai arcar com todas as despesas, um prejuízo e, ao mesmo tempo, um problema para a comunidade que poderia ser evitado se todos respeitassem os limites de altura para cargas em áreas urbanas.
As redes de serviço, como a de energia elétrica, seguem normas da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas), que determinam a altura mínima, de segurança, para a fiação ser instalada. A de baixa tensão, que fica mais próxima ao solo, é instalada a, pelo menos, 5,5 metros de altura, um metro acima do limite máximo para cargas.