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Falta de atenção no trânsito continua produzindo mortes em Dourados

14 de maio 2013 - 15h05 Por Redação Douranews
Falta de atenção no trânsito continua produzindo mortes em Dourados

Um acidente como resultado da colisão entre duas motocicletas que trafegavam no mesmo sentido, no começo da manhã desta terça-feira (14), é o mais recente indicativo da falta de atenção que tem causado a dor física e o luto familiar, além de produzir estragos e danos materiais injustificáveis em Dourados.

Irineu da Silva Guevara, de 35 anos, morador da Vila Esperança, morreu após colidir a moto Sundown Hunter, placa HSZ 8639 com outra moto, uma Yamaha YBR 125, placa HSV 7767, que era conduzida por Edson Cesar Ferreira, que foi encaminhado em estado grave para o HV (Hospital da Vida).

O acidente, ocorrido no cruzamento das ruas Monte Alegre com Álvaro Brandão, na região do Jardim Maracanã, “é mais um reflexo da imprudência”, constata o diretor da agência local do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Aparecido Duarte. A vítima, segundo apurou a Polícia Militar trabalhava numa usina de cana de açúcar em Dourados e seguia para o expediente.

“Infelizmente, os números tem nos revelado que ao mesmo tempo em que conseguimos reduzir o índice de acidentes na cidade, nos primeiros quatro meses do ano foi registrado um crescimento de vítimas fatais”, lamentou o diretor.

Pelas estatísticas do Departamento, de janeiro a abril deste ano foram contabilizadas 15 mortes no trânsito de Dourados, contra 13 do mesmo período do ano passado, um aumento da ordem de 15%. “As pessoas estão perdendo o horário de saída para o trabalho e querem tirar a diferença no acelerador, aí é que está o maior perigo”, afirma Aparecido Duarte.

Outro dado preocupante, segundo o diretor do Detran em Dourados, é que o Município fechou o mês de abril com 116.500 veículos registrados, número que ele considera muito alto para uma população estimada em pouco mais de 200 mil habitantes. Aparecido diz que os centros de formação de condutores tem feito a parte deles, orientando os futuros motoristas sobre cuidados com a sinalização, prevenção no trânsito, equipamentos de segurança, as leis, enfim, “mas a partir do momento em que o cidadão recebe a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ele se transforma no ‘cara’, e tudo o que aprendeu é deixado de lado”.

Dos 15 acidentes computados nos primeiros quatro meses deste ano, cinco mataram pedestres, quatro vítimas fatais estavam conduzindo motos, outras quatro, bicicletas e os outros dois casos envolveram pessoas que estavam na carona, de moto e de carro (uma vítima fatal cada).