Os moradores do Jardim Guaicurus e dos conjuntos habitacionais Dioclécio Artuzi I e II que nesta quarta-feira (15) fecharam a MS 156 em protesto por mais segurança na rodovia recorreram ao MPE (Ministério Público Estadual) por providências. Mesmo com a mobilização que parou o trânsito no local a partir das 6 horas até o meio-dia, não houve qualquer sinalização de boa vontade por parte do Governo do Estado para resolver o impasse.
Diante da ausência de representantes legais para discutir as reivindicações dos moradores, foi protocolizado um termo de declaração junto à 16ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dourados, que atua “nos feitos e procedimentos referentes à proteção do patrimônio público e social e das fundações e nos feitos distribuídos à 6ª Vara Cível”, cujo titular é o promotor Amilcar Araujo Carneiro Junior.
O documento, assinado por Luciana Cristina Ferreira Miranda, presidente da Associação de Moradores do Jardim Dioclécio Artuzi, Aparecido Petigal Saboo (vice-presidente), Salvador Elison Aguilera (representante dos produtores rurais da região) e Natal Gabriel Ortega (assessor do vereador Elias Ishy – PT), pede providências para o descaso governamental.
Durante o protesto, que foi acompanhado pelo vereador Elias Ishy, a Associação de Moradores acionou o secretário municipal de Governo José Jorge Filho, o Zito, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal). Os moradores reivindicam uma ciclofaixa do trevo da BR 163 até a entrada do bairro, faixa de pedestre elevada (do tipo passarela) e redutores de velocidade.
Essas reivindicações são feitas, segundo Aguilera, porque o fluxo de veículos na via, que também dá acesso ao Distrito Industrial, chega a 180 a cada cinco minutos. A situação se agrava, como lembra Luciana, porque o uso da via é indispensável para as 450 famílias residentes no Dioclécio Artuzi e 3 mil famílias do Jardim Guaicurus.
Esses moradores precisam atravessar a rodovia constantemente porque o bairro não dispõe da infraestrutura como postos de saúde, escolas e demais unidades de serviços públicos indispensáveis. Essa realidade já havia sido constatada por Ishy, que ainda no início de março ressaltou a necessidade desse aporte do poder público na localidade.
Ainda de acordo com a presidente da Associação de Moradores, no dia 29 de abril, oportunidade na qual foram entregues as moradias, o governador André Puccinelli recebeu ofício através do qual foram apresentadas as mesmas reivindicações que nesta quarta-feira motivaram o bloqueio da rodovia estadual. Os moradores ainda esperam por uma resposta do diretor presidente da Agesul, Wilson Cabral Tavares, que ficou de agendar uma reunião. Caso não haja respostas, novos protestos devem ocorrer. Com assessoria do vereador Elias Ishy