“É importante que a população tenha noção da dimensão que tem quando se une por um propósito. Essa conquista não é nada além do resultado da mobilização e de quando se faz ouvir o clamor de um povo”. Com essa fala, o deputado federal Marçal Filho (PMDB/MS) comemorou o anúncio, feito sábado (25), pelo governador André Puccinelli, do início das obras de duplicação da avenida Guaicurus em Dourados.
Marçal lembrou também que, não é de hoje, que traz empunhada essa bandeira. Ainda em novembro de 2011, o deputado se reuniou com o governador, em Brasília, onde entre outras pautas reivindicou essa obra que é tão importante para a comunidade douradense.
Também a rádio 94FM, de propriedade do parlamentar em Dourados, manteve por um longo período a campanha: “Rodovia Guaicurus: Duplicação Já!” onde várias vezes por dia, por mais de um ano, o veículo alertava para a necessidade de que fossem realizadas tais obras. Segundo dados da Comissão de Acompanhamento da Duplicação da Guaicurus, de 2009 até 2012, 36 pessoas perderam a vida no local.
Os casos mais lembrados da chamada “rodovia da morte” foram o do ciclista Darci de Albuquerque, de 63 anos, que perdeu a vida ao se chocar com uma carreta bi-trem em frente a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados; e também do militar Marco Aurélio Crispim Quadros, de 18 anos, que também morreu em frente à Brigada, ao tentar atravessar a rodovia, quando foi atropelado por um Ford Focus.
Diversas reclamações foram ao ar através da campanha da emissora, uma delas, da moradora Maria Lima, que à época, já apontava que a situação é de caos para a população. "Deveriam dar mais atenção a esta rodovia, são universitários que trafegam por ela todos os dias, trabalhadores, mães e pais de famílias. Certamente vão esperar mais mortes para que o problema seja resolvido", disse logo após o acidente que vitimou o militar.
Para Marçal, toda a população do distrito de Itahum, além daquela que reside nos condomínios e residenciais ali próximos, e ainda, toda a comunidade acadêmica, já que a a rodovia liga a cidade universitária ao centro de Dourados, se sentirão atendidas com a obra, porém, ele argumenta que um planejamento de ocupação tem que ser obrigatório para administrações seja municipal ou estadual. “Não é possível que as pessoas sejam jogadas em um espaço, sem qualquer infraestrura pública ou planejamento de moradia. É preciso mais que um teto para se morar bem”, completou o parlamentar.