O vereador Mauricio Lemes pediu ao prefeito Murilo Zauith, e ao secretário de Saúde, Sebastião Nogueira, esclarecimentos sobre como funciona o Sisreg (Serviço de regulação de exames e consultas) em Dourados. O ato foi motivado após reclamações sobre o horário de atendimento e números de fichas disponíveis diariamente nos Postos de Saúde do município.
Um dos casos relatados, por exemplo, foi de uma jovem que teve uma consulta marcada e esteve no local no horário relacionado. Ela aguardou, como outras pessoas, mas não foi atendida. Ela afirmou que foi informada que o número de atendimentos já tinha chegado ao limite. Segundo ela, os funcionários não checaram pela internet e atenderam aleatoriamente. Diante disso, Mauricio solicitou também uma fiscalização, principalmente, para que o local não sirva para favorecimentos de alguns indivíduos com o mau uso do sistema.
“Temos que respeitar as pessoas que necessitam dos serviços. Os profissionais precisam, também, estarem capacitados para o atendimento, já que o sistema foi criado para dar agilidade ao processo e não para aumentar a espera ou a filas. Contamos com a transparência das ações, principalmente, com relação a uma das principais reivindicações do município, que é a saúde pública”, enfatiza o vereador.
Outro pedido na mesma pasta foi realizado, recentemente, relacionado aos casos suspeitos de dengue. O vereador acredita que é muito importante que os exames sejam realizados, já que o diagnóstico [a certeza do exame] é mesmo o laboratorial, além de ser fundamental a identificação precoce dos casos para o tratamento. Sem comprovação, o conhecido “Fumacê” também pode não ser aplicado em determinadas áreas.
Para o vereador, por meio da análise de dados a Prefeitura pode adotar melhores medidas de orientações e ampliar o acompanhamento em bairros com índices maiores da doença. “É uma forma de contribuir com a saúde da população e de tranquilizá-los diante da dúvida ou desconfiança”, finalizou Mauricio.
Sessão
Na sessão de terça-feira (11), a Tribuna Livre foi utilizada por representantes do Sindicato Rural e do deputado federal Geraldo Resende, para abordagem sobre os conflitos envolvendo produtores e índios e à apresentação de projeto do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira)
Gleiber Nascimento, formado em Relações Internacionais, explicou aos vereadores que o Sisfron serve como forma de garantir a presença do Exército em toda a área de fronteira no Mato Grosso do Sul, entre Bolívia e o Paraguai, e deverá estar funcionando completamente em dois anos, gerando quase 13.500 mil empregos por ano. Audiência pública sobre o tema foi realizada na tarde desta quinta-feira (13) em Dourados
Também na tribuna livre, o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Marisvaldo Zeuli, cobrou do Governo federal a responsabilidade e o fim das invasões em terras de propriedades rurais. “Essa é uma briga de gente grande, pessoas que não têm interesse algum que o país progrida. Índios e brancos estão sendo usados. Se o problema fosse apenas terras, há mais de 50 mil hectares de narcotraficantes, da União, Ibama e Funai, que poderiam ser repassadas aos indígenas”, argumentou Marisvaldo.