Desde o dia 27 de maio, quando foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores, Dourados está discutindo um novo sistema para o transporte coletivo urbano. A ideia é implantar um modelo diferente do que existe na cidade, melhorar a qualidade do serviço e ampliar o atendimento nos bairros.
Uma empresa de arquitetura, urbanismo e engenharia de Caxias do Sul/RS realizou pesquisa para ouvir os usuários do transporte coletivo e identificar os principais problemas. No dia 27 de maio, na Câmara de Vereadores, ocorreu uma audiência pública sobre o tema e agora está em fase de elaboração o novo modelo de transporte coletivo, com a participação de vários setores da sociedade de Dourados.
A ideia do prefeito Murilo Zauith (PSB) é promover a remodelação do transporte coletivo de forma planejada e com a participação da sociedade. Isso inclui rotas, horários, condições dos ônibus e diversos outros itens que o usuário apontou na pesquisa.
Após a elaboração desse novo sistema, a Prefeitura de Dourados vai realizar a concorrência pública para contratar a empresa que terá a concessão do transporte coletivo urbano da cidade. Há vários anos o serviço é explorado por uma única empresa, a Medianeira, do Paraná.
Antes de fazer a concorrência pública, é preciso elaborar o novo modelo de transporte. Como o contrato com a Medianeira vence em 2013, o Executivo encaminhou projeto de lei à Câmara de Vereadores propondo a prorrogação do contrato por mais um ano.
De acordo com o secretário de Serviços Urbanos Luis Roberto Martins de Araújo, é compromisso do prefeito Murilo a implantação de um moderno sistema de transporte coletivo urbano, que será decidido em conjunto com a sociedade, e a realização de nova concorrência pública. Mas para isso precisa de tempo e a cidade não pode ficar sem uma empresa para fazer o serviço.
“Só para a concorrência pública são necessários pelo menos seis meses entre início e conclusão do processo. E como a cidade não pode ficar sem transporte coletivo, pedimos à Câmara de Vereadores que aprove a prorrogação por mais um ano, tempo necessário para a nova concorrência e para implantar o novo sistema”, afirmou o secretário.