Um grupo de aproximadamente 50 estudantes, representando os segmentos que reforçam o movimento’#vemprarua’, encarregado das mobilizações pela redução dos preços do transporte público, decidiu acampar na Câmara de Dourados no meio da tarde desta sexta-feira (21).
A alegação do movimento é de que o Município estaria protelando o debate em torno do serviço de transporte coletivo na cidade, principalmente depois do adiamento, pela Agetran (Agetran de transporte de Dourados) da audiência pública que seria realizada nesta sexta-feira, atendendo dispositivo legal para o reajuste das tarifas.
Em função disso, os manifestantes afirmaram ao presidente da Câmara, vereador Idenor Machado (DEM), que iriam “acampar” no prédio do Legislativo, como forma de forçar o prefeito Murilo Zauith a retomar as negociações. Acionado, o prefeito esteve na Câmara e aproveitou para convocar os manifestantes para se somarem nessa discussão pela qual vive o Município.
Depois que um acadêmico que se identificou apenas como Mateus, e que fez questão de dizer que não era “líder de coisa nenhuma”, abriu o encontro, na presença do prefeito, secretários municipais e vereadores, para dizer que a reivindicação, agora, é por tarifa zero, o prefeito elogiou a iniciativa do movimento e disse que “finalmente percebo que vocês agora começam a participar da vida de Dourados”.
Os estudantes apresentaram como pauta de reivindicações a proposta de marcação de nova audiência pública para o dia 3 de julho, a redução do valor da passagem de ônibus [hoje está em R$ 2,50 e a empresa Medianeira pede reajuste para R$ 3,28], o debate sobre a documentação e regularização de pessoal da empresa concessionária, e a principal proposta, tarifa zero no transporte.
Murilo disse que a Prefeitura está buscando um novo modelo para o trans porte público e novamente agradeceu a disposição do movimento em ajudar a participar desse momento. “Desde o dia 10 de fevereiro a empresa está pedindo aumento, e eu não dei, porque quero discutir um padrão Fifa [em alusão às faixas e cartazes dos manifestantes em Dourados] para o serviço público, incluindo hospitais, escolas, as creches e também o transporte público”, disse.