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Patronato quer ampliar convênios para integrar ex-presidiários em Dourados

04 de julho 2013 - 18h44 Por Redação Douranews
Patronato quer ampliar convênios para integrar ex-presidiários em Dourados

A pedagoga e oficial penitenciária Soraya Placência, que assumiu esta semana a direção do Patronato Penitenciário de Dourados, está empenhada em buscar mais parcerias com empresas e estimular a criação de cursos de reciclagem e qualificação para atender a um maior número de detentos.

Funcionária de carreira da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) há 18 anos, nos últimos dez Soraya foi assessora da Diretoria de Assistência Penitenciária do órgão, em Campo Grande e agora assume o Patronato visando proporcionar condições mais humanitárias aos presos do regime semiaberto e aberto e aqueles em vias de livramento do cumprimento de penas.

“Já conversei com o juiz e o promotor da cidade e estamos visitando empresas para abrir portas e criar novos convênios para que esses detentos possam exercer trabalho externo. É a forma de eles poderem ter uma remuneração e ao mesmo tempo se capacitarem em um ofício”, conta a diretoria.

Ao Douranews, Soraya Placência disse que já participou, pela Agepen, de parceria estabelecidas com a direção local da Phac (penitenciária Harry Amorim Costa) para a introdução dos cursos de panificação e confeitaria e agora acompanha os cursos de corte/costura e serigrafia que utilizam mão-de-obra dos presos na fabricação de uniformes, bolsas e sacolas e na oficina de conserto de carteiras escolares.

A nova diretora informou também que como a Agepen está inserida no Pronatec, pretende agilizar para expandir cursos voltados à construção civil para a unidade prissional de Dourados. Ela considera a região propícia para esse tipo de qualificação e ao mesmo tempo oportuna para ampliar a participação de presidiários no mercado de trabalho. “É melhor para a sociedade que essas pessoas estejam presentes no dia-a-dia, produzindo algo que traga retorno à comunidade, do que simplesmente cumprirem penas e depois ficarem à margem do processo produtivo”, comentou Soraya Placência.