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Manifestantes dizem que vão continuar acampados na Câmara

09 de julho 2013 - 13h25 Por Redação Douranews
Manifestantes dizem que vão continuar acampados na Câmara

Em nota publicada no final da noite de ontem (8), os manifestantes que estão acampados no plenário da Câmara de Dourados desde quinta-feira (4), após a audiência pública em que seria discutido o novo modelo de transporte coletivo para o Município, afirmam que a ocupação vai continuar.

Os espaços destinados aos trabalhos dos vereadores foram transformados em uma espécie de dormitório e ocupados por componentes dos DCEs (Diretórios Central de Estudantes) da UFGD e UEMS, em sua maioria.

No final da manhã desta segunda-feira, o presidente da Câmara, vereador Idenor Machado (DEM) comunicou ao prefeito Murilo Zauith (PSB) que estava dispensando os servidores e desistindo de interpor recurso à decisão do juiz José Domingues Filho, da 2ª. Vara Cível, que negou o pedido de reintegração de posse do prédio ocupado.

Segundo a nota dos manifestantes, a decisão de permanecer acampados se dá por conta “de uma quebra de confiança por parte do prefeito Murilo Zaiuth”.

“No dia 21 de junho ele havia se comprometido, de papel assinado, diante de toda a sociedade presente na Câmara, em apresentar durante audiência pública uma proposta para 3 pautas centrais sobre o problema do transporte público douradense, sendo elas a redução da tarifa, a municipalização do serviço público e a aplicação do Passe Livre para toda a sociedade. Só que na data combinada, dia 4 de julho, o prefeito não veio na assembleia e seu representante legal não apresentou nenhuma solução prática, querendo apenas prolongar a discussão até depois que os vereadores voltassem de recesso, daqui a 15 dias”, relata a nota.

Por isso, de acordo com o documento, o movimento estudantil viu a necessidade de ocupar o espaço público. “Desde então, estamos nos alimentando através de ‘vaquinhas’ entre os manifestantes e doações, nossa internet foi cortada e sem contato com o lado de fora, não conseguimos chamar mais pessoas para aderirem à nossa causa. Algumas vezes a luz também foi cortada, e a Câmara continua sendo observada de perto por alguns policiais e servidores municipais”. Como até o momento o prefeito não se manifestou e não compareceu a Câmara “para ouvir as pautas que estamos propondo”, a nota informa que o grupo vai continuar ocupando o prédio “até que o prefeito, pessoalmente, nos traga a solução para as pautas que levantamos anteriormente, como já havia prometido".