A 2ª Festa do Milho, realizada na tarde desta quinta-feira (11), no Cras (Centro de Referência em Assistência Social) Indígena, na aldeia Bororó, teve decoração, comidas típicas, dança e músicas tradicionais indígenas, organizada pela Secretaria municipal de Assistência Social.
A atividade é o equivalente a uma Festa Julina e teve com atrações as iguarias à base de milho, casamento caipira, apresentações dos alunos de projetos desenvolvidos nas aldeias e rezas. “É uma boa oportunidade de pessoas de todas as idades da aldeia se interagirem”, afirmou o líder da etnia Kaiowá Silvano da Silva Duarte, de 46 anos.
O Cras desenvolve uma série de atividades voltadas à comunidade indígena, entre aos quais cursos que preparam jovens para o mercado de trabalho, oferecidos através do programa Qualifica Dourados, e orientações sobre os benefícios sociais.
Além disso, é feito um trabalho de fortalecimento da cultura indígena, como por exemplo o projeto “História de Nós”. “Os idosos contam histórias tradicionais para os mais jovens, mantendo assim a tradição e cultura, através da memória dos nossos anciãos”, lembra o assistente social do Cras e mestre em desenvolvimento sustentável pela UnB (Universidade de Brasília) Kenedy Moraes.
Durante a Festa do Milho, a secretária de Assistência Social Ledi Ferla lembrou que o Cras Indígena está com as obras de ampliação praticamente prontas, realizadas com recursos próprios da Prefeitura. “Vai ter um salão grande, salas para os cursos de qualificação, banheiros adaptados para pessoas com deficiência, tudo para atender melhor a comunidade indígena, que é muito participativa nas ações desenvolvidas aqui no Cras”, disse.
Ela ainda lembrou que foram inauguradas recentemente na Reserva Indígena as obras do Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). “É com muito orgulho que em nome do prefeito Murilo eu falo da entrega dessa obra do Peti e peço para que as crianças utilizem bastante este espaço”, disse Ledi Ferla. A Festa do Milho terminou com um grande baile.