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Costura industrial e serigrafia oferece ocupação a internos da Phac

25 de julho 2013 - 14h09 Por Redação Douranews
Costura industrial e serigrafia oferece ocupação a internos da Phac

Capacitação e trabalho remunerado nas áreas de costura industrial e de serigrafia são oferecidos aos reeducandos da Phac (Penitenciária Harry Amorim Costa), em Dourados, graças a uma parceria estabelecida entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e a Ong Artaban (Associação do Aprendizado, Ressocialização e Trabalho do Apenado no Estado).

Na estrutura montada dentro do presídio pela instituição trabalham atualmente 25 internos, que atuam desde o corte das peças ao acabamento. Além de serem qualificados no ramo de confecção, também são remunerados pelo trabalho e ganham remição de um dia na pena a cada três trabalhados. No local são feitas desde camisas, calças a sacolas de viagem. “Só não trabalhamos com peças íntimas”, explica o reeducando Rogério Alves Torres, de 36 anos, que ocupa a função de coordenador da confecção.

De acordo com o diretor da penitenciária, Joel Rodrigues, para atuarem na confecção e na serigrafia, os custodiados passam por treinamento. A cada dois meses uma turma de dez alunos é qualificada e conforme vão surgindo vagas, os que demonstram melhor desempenho vão sendo aproveitados.

Rodrigo Costas das Neves, de27 anos, acaba de ser aprovado para o serviço e trabalha fazendo barras na galoneira, tipo de máquina industrial de costura. ”Mas já sei mexer nas outras também”, ressalta. Segundo ele, o dinheiro conquistado com o seu suor já tem destino certo. “Vou ajudar minha família”, comenta.

Henrique Barbosa Pena, de 27 anos, também é novato. Durante a capacitação se interessou mais pela serigrafia e há três meses desempenha a arte da gravura planográfica (de superfície). “Nunca tinha trabalhado com isso, mas eu gostei e é mais uma opção profissional que tenho”, diz. Conforme o novo serigrafista, se ocupar na unidade penal também ajuda a evitar que se envolva em problemas e a melhorar a disciplina.

Mais experiente na função, com um ano e quatro meses trabalhando na confecção, Ari Nonato, de 43 anos, revela que vê a costura como uma oportunidade. Acostumado com a rusticidade do trabalho no campo, o capataz por profissão garante que descobriu na delicadeza e no detalhismo da costura uma paixão. “Adoro costurar e sei que, quando sair daqui, posso trabalhar em qualquer fábrica”, afirma.

Atualmente, a confecção da penitenciária trabalha com quatro clientes fixos e outros esporádicos. No entanto, a presidente da Ong Artaban, Eronita Boeiro, informa que a confecção tem capacidade para receber mais demandas. Os empresários interessados podem entrar em contato pelos telefones: 67 3301-8050 ou 8142-7869.