Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Dourados

Ambulantes reconstroem boxes destruídos em incêndio em Dourados

01 de setembro 2013 - 14h06 Por Redação Douranews
Ambulantes reconstroem boxes destruídos em incêndio em Dourados

Um mutirão, realizado neste final de semana, reergueu os três boxes que haviam sido destruídos pelo incêndio, provocado por um jovem de 18 anos que confessou estar ‘muito doido’ pelo efeito das drogas e do álcool na madrugada de quinta-feira (29) no centro de Dourados.

Maycon Chaves da Silva, de 18 anos, ex-interno da Unei (Unidade Educacional de Internação) “Laranja Doce”, confessou na tarde do mesmo dia do crime que fora o autor do incêndio. Disse que passou pelo local, na madrugada, bêbado e drogado, e teve vontade de colocar fogo nos boxes.

“As câmeras de segurança aqui da região mostram ele rindo enquanto nossas coisas eram destruídas”, relatou Simone Dias, de 50 anos, dona do boxe 19, viúva há vinte anos. Ela disse que criou os filhos Rodolfo e Raísa com 16 anos de atividades na banca do ‘camelódromo’ da rua João Rosa Góes.

Na tarde de sexta-feira (30), como a Justiça não despachou o pedido de prisão preventiva expedido contra Maycon Chaves, o delegado Adilton Sitiguivitis disse que não teria como segurar o jovem na cadeia. O ex-interno da Unei foi liberado e vai responder pelo incêndio criminoso em liberdade.

valdomiro nilson e simone

As famílias Dias, Cardoso e Severino, atingidas diretamente com o fogo que causou prejuízos estimados em torno de R$ 100 aos vendedores ambulantes, contaram com o apoio da comunidade e obtiveram o material de construção necessário para reconstruir as paredes e deixar os boxes em condições de voltar a funcionar assim que for possível recompor o estoque de mercadorias.

Na tarde deste sábado (31 de agosto), enquanto ajudava nos trabalhos, Simone perguntava: “E se fosse na casa do juiz que esse menino tivesse colocado fogo, será que ele estaria solto por aí?”. A vendedora aproveitou para agradecer doações recebidas dos colaboradores Gessé da Unimed (15 sacos de cimento), do casal Inês e Cido (cinco sacos de cimento) e do restaurante Paladar (uma lata de tinta).

doações

Valdomiro Cardoso, de 44 anos e Nilson Severino, de 38, ambos há oito anos atuando como vendedores ambulantes, nos boxes 20 e 21, também destruídos pelo fogo, reforçaram o questionamento da comerciante Simone. “Infelizmente, a nossa Justiça vive dependente de papel e as coisas que deveriam ser feitas acabando não acontecendo”, lamentaram os dois.

*Reportagem sugerida pelo internauta Fabiano Deiss