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Associação vai ao MP depois de morte em rua sem sinalização

24 de setembro 2013 - 20h40 Por Redação Douranews
Associação vai ao MP depois de morte em rua sem sinalização

A Associação de Moradores dos Bairros Estrela Porã e Altos do Alvorada I e II protocolou na tarde desta terça-feira (24), no MP (Ministério Público) estadual, em Dourados, o pedido de averiguação de improbidade administrativa com relação ao que classifica de “não cumprimento das obrigações” por parte da Agetran (Agência municipal de transporte e trânsito) e que resultaram a morte do adolescente Luiz Felipe do Nascimento Belasque, de17 anos, no início da noite desta segunda-feira (23) em um dos cruzamentos no interior do bairro.

De acordo com o levantamento policial e a perícia realizada no local, o menor bateu a motocicleta de origem estrangeira que dirigia contra a lateral de um ônibus que fazia o transporte coletivo urbano, no cruzamento das ruas Abílio de Matos com a rua Olga de Lima Melgarejo. A moto bateu na lateral de um ônibus coletivo placas HRO 2166, que era conduzido por Paulo Cesar Flores, de 33 anos.

De acordo com o presidente da Associação de Moradores, Josias de Lima, várias solicitações com pedido de providências haviam sido protocoladas junto à Agetran, durante vários meses seguidos, cobrando a colocação de placas de sinalização e pintura das ruas. “Depois que asfaltaram as ruas do bairro, era preciso sinalizar corretamente e isso nós pedidos várias vezes, sempre alertando que havia o risco de acidentes com nossas crianças, jovens e idosos, porque os proprietários de veículos não estavam respeitando o sinal”, disse o líder comunitário.

No Douranews, na tarde desta terça-feira, membros da diretoria da Associação do Estrela Porã e Altos do Alvorada I e II afirmaram que “a responsabilidade desse acidente é do Município”. Rodolfo Cardoso, secretário de relações públicas da diretoria, disse que a Constituição Federal é clara no artigo 5º. Inciso XXXII: Todos tem direito de receber informações dos órgãos públicos sobre assuntos de interesse particular ou coletivo.

Os documentos protocolados pela entidade junto ao Município, o último deles com atestado de recebido feito pelo próprio diretor da Agetran “refletem a nossa preocupação com os riscos iminentes de acidente que a gente via no bairro, como de fato agora aconteceu. Não queremos esperar por mais tragédias, queremos que o Ministério Público investigue isso”, concluiu Josias.