A Prefeitura de Dourados precisa repor aproximadamente cem placas de sinalização vertical todos os meses, devido à ação de vândalos. Além de colocar em risco a segurança dos moradores, o vandalismo provoca um gasto de pelo menos R$ 16 mil ao cofre público municipal a cada mês, disse hoje (24) o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Walter Hora.
Segundo ele, cada placa tem um custo de R$ 160, já que é o próprio município que monta a peça. Walter Hora explica que a Prefeitura compra a chapa, faz o trabalho de serigrafia, pintura e coloca no pontalete para que a placa seja instalada na via pública.
Se caso o município tivesse que adquirir a placa pronta, o custo seria de R$ 220 cada unidade, segundo ele. “Tudo isso gera mão de obra e custos altos para o município, só que os vândalos não têm consciência disso”, destacou Walter Hora.
Segundo o diretor da Agetran, o cruzamento das ruas Abílio de Matos Pedroso e Olga de Lima Melgarejo, no bairro Altos da Alvorada, onde aconteceu um acidente com a morte de um adolescente na noite desta segunda-feira (23), “estava todo sinalizado até a semana passada”, mas novamente houve ação de vândalos e uma placa foi danificada.
Ele lembra que em vários pontos da cidade existem placas de sinalização vertical arrancadas. Para recolocar as placas, a Agetran precisa deslocar uma equipe ao local, serviço que é feito diariamente.
“Essas pessoas não têm consciência de que ações de vandalismo, além de gerar custo alto para o município, ainda causa danos ao patrimônio público e ao trânsito”, afirmou Walter Hora.
Dano ao patrimônio é crime previsto no artigo 163 do Código Penal Brasileiro e o autor pode ser condenado a seis meses a três anos de prisão mais pagamento de multa, se for identificado.