As obras do Centro de Convenções de Dourados, espaço que deveria abrigar os eventos de Dourados, gerar riqueza e conhecimento, além de incrementar a atividade turística, estão paralisadas depois de terem sido anunciadas com estardalhaço pelo senador Delcídio do Amaral ainda durante a gestão do ex-prefeito Laerte Tetila (ambos do PT) há cerca de seis anos.
“Hoje, infelizmente, só é possível afirmarmos que o que era para ser uma obra voltada ao desenvolvimento do turismo de eventos se transformou em ruína”, disse nesta quarta-feira (9) o presidente do Conselho municipal de Turismo, radialista Amarildo Ricci.
O projeto do centro de convenções foi lançado para ser construído em quatro etapas. As duas primeiras etapas foram orçadas em R$ 2,17 milhões através de recursos viabilizados pelo senador Delcídio. A previsão inicial era de que a primeira etapa fosse concluída em março do ano passado. No entanto, a empresa responsável pelo serviço alega que esse montante não é suficiente para cobrir as despesas com funcionários e compra de materiais. Para continuar as obras, a Novare Engenharia pediu a repactuação dos valores do contrato em R$ 400 mil.
Outro problema que pode inviabilizar a construção do empreendimento é a falta de recursos. A construção do Centro de Convenções de Dourados está orçada em pelo menos R$ 7 milhões. A estimativa é de que apenas a terceira e quarta etapa da obra venham a demandar investimentos de R$ 5 milhões. No entanto, até o momento, não existem recursos alocados, na esfera federal e estadual, que garantam o término da construção do espaço, conforme publicação na página da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Dourados.
A obra prevê um auditório para 300 pessoas, recepção, dois ambientes, cozinha, área administrativa e sanitários na primeira etapa e nas demais, seriam incluídos mais dois auditórios, um de 700 e outro de 400 lugares, e ainda ajardinamento e estacionamentos.
De acordo com a constatação do presidente do Conselho de Turismo, as obras abandonadas não possuem o cerramento como determinam as leis e não há nem um guarda para cuidar do patrimônio público. “Já levaram os vidros e hoje [o local] serve para abrigo dos passarinhos. Pichadores analfabetos já passaram por lá e deixaram suas marcas”, relatou Amarildo Ricci.