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Obra do Centro de Convenções está abandonada em Dourados

09 de outubro 2013 - 18h41 Por Redação Douranews
Obra do Centro de Convenções está abandonada em Dourados

As obras do Centro de Convenções de Dourados, espaço que deveria abrigar os eventos de Dourados, gerar riqueza e conhecimento, além de incrementar a atividade turística, estão paralisadas depois de terem sido anunciadas com estardalhaço pelo senador Delcídio do Amaral ainda durante a gestão do ex-prefeito Laerte Tetila (ambos do PT) há cerca de seis anos.

“Hoje, infelizmente, só é possível afirmarmos que o que era para ser uma obra voltada ao desenvolvimento do turismo de eventos se transformou em ruína”, disse nesta quarta-feira (9) o presidente do Conselho municipal de Turismo, radialista Amarildo Ricci.

O projeto do centro de convenções foi lançado para ser construído em quatro etapas. As duas primeiras etapas foram orçadas em R$ 2,17 milhões através de recursos viabilizados pelo senador Delcídio. A previsão inicial era de que a primeira etapa fosse concluída em março do ano passado. No entanto, a empresa responsável pelo serviço alega que esse montante não é suficiente para cobrir as despesas com funcionários e compra de materiais. Para continuar as obras, a Novare Engenharia pediu a repactuação dos valores do contrato em R$ 400 mil. 
Outro problema que pode inviabilizar a construção do empreendimento é a falta de recursos. A construção do Centro de Convenções de Dourados está orçada em pelo menos R$ 7 milhões. A estimativa é de que apenas a terceira e quarta etapa da obra venham a demandar investimentos de R$ 5 milhões. No entanto, até o momento, não existem recursos alocados, na esfera federal e estadual, que garantam o término da construção do espaço, conforme publicação na página da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Dourados.

A obra prevê um auditório para 300 pessoas, recepção, dois ambientes, cozinha, área administrativa e sanitários na primeira etapa e nas demais, seriam incluídos mais dois auditórios, um de 700 e outro de 400 lugares, e ainda ajardinamento e estacionamentos.

De acordo com a constatação do presidente do Conselho de Turismo, as obras abandonadas não possuem o cerramento como determinam as leis e não há nem um guarda para cuidar do patrimônio público. “Já levaram os vidros e hoje [o local] serve para abrigo dos passarinhos. Pichadores analfabetos já passaram por lá e deixaram suas marcas”, relatou Amarildo Ricci.