Um prédio recentemente alugado pelo comerciante Moacir de Souza desabou ontem (21), no centro da cidade, causando prejuízos ao inquilino que se preparava para abrir uma lanchonete no local e agora teve o projeto interrompido. Moacir procurou a imobiliária e, só depois de acionar o Douranews, obteve uma resposta para o problema. “No primeiro contato, simplesmente mandaram eu sair daqui para não ter dor de cabeça”, contou o inquilino.
O prédio, localizado na avenida Marcelino Pires, no centro de Dourados, na verdade nem apresentava condições para ser alocado, conforme constataram várias pessoas que passaram pelo local. Moacir disse que já investiu em torno de R$ 38 mil, incluindo a aquisição dos direitos pelo ponto, pelo qual pagou R$ 25 mil ao antigo locatário, e já estava investindo mais recursos próprios para tornar o local apto a funcionar.
“Eles [a imobiliária] falaram que não poderiam me ajudar em nada, aí comecei a reformar aqui por conta própria”, relatou o comerciante, informando que já estava tendo dificuldades para regularizar o empreendimento, já que não conseguiu liberar o ‘habite-se’ que seria de responsabilidade do proprietário do imóvel junto ao Município.
Moacir de Souza disse que o aluguel do prédio, que antes era de R$ 500 para o primeiro locatário, agora foi reajustado para R$ 1.500 para ele dar sequência no contrato. “Já trocamos o piso, azulejos da cozinha, mas o prédio está muito ruim, tá caindo, tem cupim por todo lado”, constatou o comerciante.
Imobiliária
O gerente da imobiliária Continental, Paulo Bulgarelli, disse ao Douranews que não tinha conhecimento do ocorrido no prédio, e que realmente o comerciante estava em vias de transferir o contrato para instalar o empreendimento. “Na verdade, houve uma falha de comunicação, mas já entramos em contato e estamos à disposição para levar todo o suporte necessário” para o inquilino, garantiu Paulo, depois de vistoriar o local afetado.
Uma equipe da Defesa Civil do Município também foi acionada e esteve no local, orientando a imobiliária a retirar os escombros que acabaram interrompendo parte da calçada para evitar novos acidentes. A vistoria constatou que o local deve ter funcionado como garagem no passado e depois foi improvisado para locação predial.