Os trabalhadores da Enersul paralisaram as atividades desde ontem (16) em Dourados e permanecem hoje (17) mobilizados na frente do prédio da empresa, na rua Joaquim Teixeira Alves, reivindicando direitos que consideram imprescindíveis para a formulação do Acordo Coletivo para o ano que vem.
Entre as reivindicações da categoria, segundo o diretor do Sinergia, entidade que representa todos os trabalhadores do setor elétrico em Mato Grosso do Sul, Walter Ribeiro “Lamparina”, os manifestantes querem 3,5% de ganho real sobre o índice do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que a direção da empresa manteve e, 5,58%.
“Os novos interventores que assumiram a direção da empresa também se recusam a firmar o compromisso de garantia dos postos de trabalho aos colegas trabalhadores e por isso decidimos realizar essa greve de advertência por dois dias”, contou Lamparina ao Douranews.
Segundo o sindicalista, hoje a Enersul presta um atendimento de alta qualidade à população, mas isso pode ser comprometido com a ameaça de terceirização de parte dos serviços. “Queremos evitar a precarização do atendimento”, disse. Os trabalhadores querem garantir ainda os benefícios das cláusulas sociais vigentes no atual Acordo Coletivo.