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78 anos: 'Culturalidade’ começa com nível de formação superior

20 de dezembro 2013 - 03h40 Por Redação Douranews
78 anos: 'Culturalidade’ começa com nível de formação superior

20 de dezembro de 1935. O povoado de São João Batista de Dourados, localizado próximo ao rio Dourados que depois ganhou a condição de distrito de Ponta Porã, é, enfim, transformado pelo decreto número 30, assinado pelo governador Mário Corrêa, de Mato Grosso, como o novo município de Dourados.

Aliás, essa campanha pela emancipação começou nos idos de 1900 quando um grupo formado por cerca de 50 pioneiros iniciou o movimento pela criação de um patrimônio. Armando de Mattos Pereira,  Amândio de Mattos Pereira, Ponciano de Mattos Pereira, Bento de Mattos Pereira, Marcelino Pires Martins, Paulo Hildebrand, Antônio Elias de Carvalho, Amadeu Azul, Efigênio Ávalos, Abílio de Mattos Carvalho, Natálio Camargo, Jayme do Rosário, Josué Pires Garcia e Antônio de Mattos Carvalho reforçaram, de forma organizada, o desejo de Joaquim Teixeira Alves e Januário Pereira de Araújo, ‘emancipacionistas’ de vanguarda.

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Linhagem de pioneiros que trouxe a cultura da roça para o desenvolvimento

Mas, foi preciso romper, escalonada e gradativamente, as amarras do atraso para se chegar ao cognome “celeiro agrícola” que por muito tempo serviu como mote da propaganda da jovem cidade. De 1914, quando Dourados conseguiu a elevação a distrito de Ponta Porã, aos poucos mais de 20 mil habitantes que viram nascer a Cand (Colônia Agrícola Nacional de Dourados) pela visão futurista do presidente Getúlio Vargas, atraindo, na década de 40, em torno de 10 mil colonos na “marcha para o Oeste” de uma tacada só, o Município voltou a experimentar novo ‘boom’ na década de 70, época do “milagre” produzido pelos militares ufanistas do crescimento nacional.

A chegada da Embrapa e o surgimento da Socigran, depois Unigran, principiaram o debate em torno do conhecimento, na forma culturalmente correta do desenvolvimento a partir da absorção de técnicas de pesquisa e formação intelectual. 78 anos depois, o cognome “cidade universitária” já começa, também, a ser deixado pra trás. É pouco para definir o processo de desenvolvimento regional. Há quem prefira o termo ‘empório’ para justificar a condição de abastecedor natural dos vizinhos de outras 38 cidades, missão que Dourados tenta desempenhar, mesmo que culturalmente ainda atrelada aos tempos da roça.

A vila se desenvolveu, não no mesmo ritmo da culturalidade [conjunto de conhecimento adquirido; a instrução, o saber, como definem o dicionário Aurélio de língua portuguesa], mas, para isso, temos a formação acadêmica, via UEMS [comemorando 20 anos], a UFGD [festejando oito anos], a Anhanguera [fruto da Uniderp, de Campo Grande, há 14 anos aqui], a teológica Ana Wollerman [estabelecida há quase 40 anos] e a Unigran [com 38 anos de implantação], estes sim, instrumentos por onde devem passar a criação do novo método de colonização.

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Movimento crescente de passageiros em aeroporto de cidade sem senador

Os números do CPC (Conceitos Preliminares de Curso) e os IGC (Índices Gerais de Cursos) constituem uma sólida afirmação de que a cultura começa a bater às portas, inclusive por vias aéreas [Passaredo, Azul e Trip chegam a disputar nosso espaço aéreo, feito só exequível em cidades de porte médio que tenham conseguido eleger um senador, como se diz no dicionário politiquês]. Enfim, 78 anos depois, o município nascido para ser modelo começa a dar sinais de voo próprio, sem copiar modelos, mas construindo a sua própria história.