O atendimento da Prefeitura de Dourados à população através da Secretaria de Assistência Social foi ampliado na administração do prefeito Murilo Zauith (PSB) e teve crescimento significativo em 2013, principalmente devido ao aumento das equipes técnicas.
A rede de assistência social do município atendeu 62.589 pessoas no ano passado nos diversos serviços e programas desenvolvidos através das políticas de Proteção Social Básica e Proteção Social Especial.
As sete unidades do Cras (Centro de Referência de Assistência Social), que executam serviços de proteção social básica, considerado a porta de entrada para a assistência social, atenderam 35.262 pessoas em 2013. O Cras está presente nos bairros considerados estratégicos e atua com serviços individualizados e familiares, visando bom convívio comunitário.
O principal serviço oferecido pelos Cras é assistir as famílias de forma continuada, para fortalecer a função de proteção, prevenindo a ruptura de vínculos, promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.
As unidades dos Cras funcionam no Jardim Água Boa, Vila Cachoeirinha, Jardim Canaã I, Jóquei Clube, Parque do Lago II, distrito de Vila Vargas e na aldeia indígena Bororó, onde funciona o primeiro Cras indígena construído no Brasil.
Todos esses Cras funcionam como ponto de referência para as famílias carentes e para muitas servem como uma extensão das próprias casas.
É o caso de Maria Agina Pereira Brito, de 55 anos, cadastrada no Cras do Jóquei Clube. “Tudo que sempre procurei no Cras para mim, meus filhos e netos, consegui, desde roupas e calçados até cursos e orientações. Sempre me trataram muito bem aqui”, conta a moradora.
A camareira Clacieli Brunel, de 27 anos, é mãe de três filhos pequenos, mora no Jóquei Clube. Ela revela que até o emprego que conseguiu em um hotel da cidade foi através do Cras do bairro. “Esse Cras é como se fosse minha outra casa. Foi através da ajuda daqui que consegui minha casa, meu emprego, fiz cursos, consegui o Bolsa Família, Vale Renda, cesta básica e até aconselhamento através da psicóloga”.
Eunice Silva Santos, de 46 anos, reside nas proximidades do Jóquei Clube e considera o Cras de grande ajuda porque orienta as famílias sobre problemas de violência doméstica, drogas, direitos, entre outros temas. A dona de casa não perde nenhuma reunião mensal. “Além de obter ajuda material, a gente recebe muitas orientações através das palestras que é uma forma de melhorar a convivência familiar. Lá de casa todos participam”, conta ela.
Mais serviços
O Pronto Atendimento, que funciona na rua Joaquim Teixeira Alves, 143, no centro da cidade, é outro serviço social garantido através da Loas (Lei Orgânica da Assistência Social) e que visa atender necessidades advindas de situações de vulnerabilidade temporária, com prioridade para a criança, a família, o idoso, a pessoa com deficiência, a gestante, a nutriz e nos casos de calamidades pública. No total foram feitos 1.880 atendimentos nesse local em 2013.
Um dos serviços mais atuantes de proteção em Dourados é o Creas/Paefi (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), destinado a famílias, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, idosos em situação de vulnerabilidade social. Conforme relatório do órgão, no ano passado foram 3.914 famílias acompanhadas.
Já o Creas/Medidas Sócioeducativas, cujo objetivo é a proteção social de adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviço a Comunidade, realizou 1.422 acompanhamentos no ano passado.
O Centro de Atendimento à Mulher – Viva Mulher, que visa proteção à mulher vítima da violência, atendeu 57 pessoas no ano passado. Já a Casa Lar para Mulheres em Situação de Violência fez 15 atendimentos durante o ano.
O Lar Renascer, que visa prestar acolhimento provisório e excepcional para adolescentes do sexo feminino em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis encontram-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, prestou 26 atendimentos em 2013.
A Casa da Acolhida, que tem como objetivo prestar acolhimento a moradores de rua ou pessoas em trânsito pela cidade à procura de trabalho, fez 837 atendimentos em 2013.