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Filho de líder comunitário invade casa de conjunto recém inaugurado

05 de fevereiro 2014 - 20h03 Por Redação Douranews
Filho de líder comunitário invade casa de conjunto recém inaugurado

A PGM (Procuradoria Geral do Município) está analisando as providências que deverá tomar em relação à invasão de uma casa, no recém inaugurado conjunto Ipê Roxo, na região próxima ao Parque do Lago, na zona oeste de Dourados.

De acordo com levantamentos feitos pela Diretoria municipal de Habitação, a casa foi invadida pelo jovem Juliano Xavier de Lima, de 22 anos, acompanhado da mulher, Jéssica Benites, e duas crianças. “Ele é filho do Josias”, revelou ao Douranews o secretário municipal de Planejamento, Gerson Schaustz.

Josias [de Lima] é o atual presidente da Associação de Moradores dos bairros Estrela Porã e Altos do Alvorada 1 e 2 e, no Douranews, confirmou que o filho não tinha onde morar, acabou de sofrer um AVC “e está até proibido pelo médico de trabalhar”. As casas foram entregues em dezembro do ano passado.

O presidente da Associação mostrou cópia de um pedido de vistoria nas casas sorteadas do conjunto. “Muita gente que não precisa ganhou aquelas casinhas, já faz três meses, e a maioria continua fechada (sic)”, disse ele, confirmando que solicitou, em ofício protocolado na Secretaria de Planejamento, que uma das unidades fosse repassada ao filho, até então morando em um quarto da casa dele.

Segundo o dirigente, a lei 3601, que dispãe sobre a política municipal de habitação de interesse social em Dourados, diz que os beneficiários de imóveis devem ocupar as casas dentro de 30 dias, sob pena de terem o benefício revertido em favor do Município. Diz ainda que a Prefeitura não se responsabiliza por eventuais invasões após esse período. Josias diz que há pelo menos 11 casas nessa situação no conjunto.

Josias disse que o secretário Gerson prometeu fazer vistoria nas casas para notificar as famílias contempladas e agora, segundo o líder comunitário, ameaça despejar a família que ocupou uma unidade. “Ele está querendo inverter a situação, invadiu a casa e quer jogar a culpa na Prefeitura”, defende-se o secretário.

“Não podemos permitir que as pessoas queiram resolver as coisas desse jeito. Existem leis e critérios. A PGM está analisando o fato e a mulher que foi sorteada quer a casa”, disse Gerson Schaustz. “Problemas com invasão de áreas podem fazer com que investidores desistam de acreditar em Dourados”, observou.