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Projeto social atende meninas em situação de vulnerabilidade

05 de fevereiro 2014 - 20h20 Por Redação Douranews
Projeto social atende meninas em situação de vulnerabilidade

A Prefeitura de Dourados atendeu, no ano passado, 67 casos de meninas, com idades entre 11 a 18 anos, consideradas em situação de vulnerabilidade social, que sofreram abandono, estupro ou agressão física e moral dentro do convívio familiar. O atendimento é feito pela Secretaria de Assistência Social através do Lar Renascer.  

O objetivo do Lar Renascer é proporcionar acolhimento provisório e excepcional para adolescentes do sexo feminino, em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis que se encontram temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, informou a coordenadora da entidade, Ana Salete Moraes Libório.

A entidade é mantida pela Prefeitura, que paga o aluguel do imóvel, fornece alimentação, cuidadoras, motorista, acesso à saúde, educação, oficinas, cursos e outros benefícios sociais oferecidos no local.

Quanto ao lazer e cultura, a coordenação da entidade faz diversas parcerias para que as meninas tenham acesso a cinema, lanchonetes, sorveterias, espaços culturais, entre outros locais, sempre acompanhadas pelas cuidadoras.

“A casa mantém atualmente sete adolescentes, mas como a assistência do local é rotativa, tem época que abriga até 12 meninas”, disse a coordenadora. Ela lembra que todas as atividades das adolescentes são controladas por horários. Todas estudam e têm aulas de balé no Studio Blanche Torres, através de uma parceria com o Município.

As adolescentes chegam até o Lar Renascer através de medida judiciária determinada pelo juizado de Infância e Adolescência. Normalmente as denúncias são recebidas pelo Conselho Tutelar, que verifica a denúncia e constata a situação de vulnerabilidade. “Aqui é a última instância, quando realmente a Justiça acredita que a menina não pode mais conviver com a família e nos envia por um período pré-determinado de acolhimento”, explica Ana Salete.

 o local, além de todo atendimento básico, as adolescentes recebem acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, incluindo assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros profissionais. Enquanto isso, outra equipe do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) ou Cras (Centro de Referência de Assistência Social) trabalha com a família, para que essa adolescente volte ao convívio.