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Excesso de chuvas atrapalha operação tapa-buracos em Dourados

18 de março 2014 - 11h20 Por Redação Douranews
Excesso de chuvas atrapalha operação tapa-buracos em Dourados

Enfrentando um volume de chuva com a maior média dos últimos 35 anos, Dourados tem suas ruas de bairros e centro cada vez mais castigadas por conta do atraso do serviço de tapa-buraco. Na cidade, a chuva é apenas mais um agravante, já que em grande parte das ruas o asfalto está com a vida útil vencida e começa a se deteriorar por falta de manutenção adequada ao longo dos anos. 

Desde o início da administração do prefeito Murilo Zauith (PSB), a Prefeitura tem se empenhado nessa área, fazendo não só a manutenção, como a implantação de nova camada de asfalto em vias de maior movimento. Ocorre que todas essas ações são desenvolvidas com recursos próprios, insuficientes para atender a demanda.

Mesmo com recursos reduzidos, a Prefeitura procura manter pelo menos as principais vias e a área central em boas condições de tráfego, evitando maiores transtornos e garantindo a segurança dos moradores. Além do centro, diversos bairros já foram atendidos e em alguns deles o serviço já chegou a ser refeito.

Regiões do Jardim Ouro Verde, Parque das Nações II, Jardim Água Boa e Jardim Flórida são algumas das áreas atendidas com o tapa-buraco. Também por determinação do prefeito Murilo, a Prefeitura ainda fez trabalhos mais completos, como recapeamento em pontos onde só o tapa-buraco não resolve mais o problema e se torna desperdício de recurso público.

Vias como a Coronel Ponciano, Eulália Pires, Monte Alegre, Ponta Porã e mais recentemente a Floriano Peixoto são algumas das ruas que foram recapeadas porque a base não suportava mais. Em outras, como a Fernando Ferrari, não foi feito o recapeamento, mas em vários trechos a Prefeitura fez o chamado remendo profundo, com a remoção da base comprometida e aplicação de outra camada de asfalto.

O responsável pela Coordenadoria da Defesa Civil, João Vicente Chencarek, explicou que Dourados vive um período atípico, com volume de chuva que supera a média dos últimos 35 anos, tanto em janeiro quanto em fevereiro, entrando no mesmo ritmo neste mês de março. “Com essa quantidade de água os danos são significativos para o asfalto”, ressaltou.

Vicente comentou que o problema maior acontece nas vias onde a malha asfáltica é antiga e não existe drenagem. “Para as pavimentações de hoje a implantação da drenagem é exigida por lei, e isso proporciona mais vida ao asfalto, sem contar com a qualidade do serviço, que é extremamente fiscalizada”.

O município vive atualmente um momento de grande expectativa, com o investimento de R$ 52 milhões em asfalto novo e recuperação de vias urbanas. O recurso, viabilizado pelo prefeito Murilo com o governo federal, já tem contrato assinado com a Caixa Econômica Federal e as obras estão em fase de licitação.