A vereadora Virginia Magrini (PP) votou contra a concessão do terminal rodoviário Renato Lemes Soares, do aeroporto Francisco de Matos Pereira e das principais estações de integração e pontos de ônibus do sistema de transporte coletivo municipal, que serão administrados agora por empresas privadas. Segundo ela, no projeto não foi descrito como terceirização e, sim, concessão, detalhe que preocupa a vereadora. A parlamentar e outros três vereadores foram contrário ao projeto, aprovado com 15 votos favoráveis.
A partir de agora, empresa que vencer a licitação vai cobrar por estacionamento, taxa de embarque e terá ainda o direito de explorar outros serviços, como praça de alimentação e placas publicitárias. A lei abre também a possibilidade de outras cobranças que não estão especificadas no texto do projeto, de acordo com a vereadora.
“A Prefeitura está jogando para outras empresas a função de administrar setores públicos, setores que prestam serviço para a população que paga milhões em impostos. Usam a desculpa que não dá retorno, como se o retorno fosse lucros pra eles e não o bem estar dos douradenses”, enfatizou a vereadora Virginia.
A falta da especificação de alguns pontos do projeto também foi determinante para que a vereadora se colocasse contra a concessão desses dois pontos. “Não posso votar a favor de algo que não tenho acesso aos detalhes e que podem fazer toda a diferença na hora de execução do projeto e que pode prejudicar a população”, explicou a progressista.
Ela garante ainda, que vai acompanhar de perto todo o processo licitatório e se houver irregularidade ou direcionamento vai acionar o Ministério Público. “Já conseguimos cancelar alguns editais da Prefeitura onde houve direcionamentos ou irregularidades. Esse não vai ser diferente, vou estudar todos os itens no edital que sempre beneficiam algumas empresas”, ressaltou a vereadora.
Com a concessão da rodoviária, a vereadora investiga ainda a retirada dos 40 camelôs que estão ao lado da rodoviária. Em nota, o deputado federal Marçal Filho (PMDB) informa que com o projeto aprovado o município terá que devolver à união R$ 500 mil, destinados pelo parlamentar que eram para ser investidos no terminal rodoviário. Com assessoria