Uma lei [3694/13], de autoria do vereador Alan Guedes (DEM), denominou “Praça do Expedicionário” o logradouro localizado no Parque Alvorada, próximo à residência oficial do comando da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. Segundo o vereador, “é uma forma de homenagear aqueles que arriscaram suas vidas nos campos de batalha da Itália durante a II Guerra Mundial em defesa da democracia e em prol da liberdade”.
O Brasil foi o único país sul-americano que enviou tropas para o combate. Foram 25 mil soldados dentro da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Mato Grosso do Sul contribuiu com cerca de 200 homens. Destes bravos sul-matogrossenses, 10 morreram em combate contra as tropas de Hitler, entre 1944/45, segundo levantamentos.
Alan Guedes também encaminhou a Prefeitura uma indicação que objetiva a construção de um monumento no local para identificar a Praça e colocar ainda os nomes dos ex-combatentes do Estado. “Pelo menos 10 soldados ainda estão vivos e moram em diferentes cidades, como Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Maracaju e Ponta Porã. Por isso é justa a homenagem”, explicou Guedes.
O comandante da Brigada Guaicurus, general Lourival Carvalho Silva, afirmou o interesse de colocar um equipamento militar de caráter histórico na Praça. “É louvável a iniciativa e vamos decidir qual equipamento colocar no local. Desta forma iremos contribuir para o resgate da história e ainda demonstrar toda a nossa gratidão àqueles que participaram do confronto”, ressaltou o general.
Para o jornalista e autor do livro “Confissões do Front: soldados do Mato Grosso do sul na II Guerra Mundial”, Helton Costa, quem participou da batalha não a esquece, principalmente pelo que ela representou. “Valores que hoje são 'normais' em nossa sociedade, como liberdade e democracia, foram conquistas daquela geração. Por isso, o monumento não é apenas uma homenagem aos ex-combatentes que lutaram na Itália, mas sim aos valores que eles representaram”, disse Costa.
Alan Guedes também estende a homenagem da Praça do Expedicionário aos soldados que morreram em combate. “Em 239 dias de ação, a FEB fez mais de 20 mil prisioneiros. Entretanto mais de 451 soldados foram mortos em combate. Estes também merecem o nosso reconhecimento”, finalizou o vereador. Com assessoria