Após o secretário de Justiça e Segurança Pública Wantuir Jacini confirmar a instalação do presídio feminino na área central de Dourados, no lugar do Estabelecimento Semiaberto masculino, o vereador Alan Guedes (DEM) se posicionou contrário a essa mudança e afirmou que o local é inadequado para receber uma unidade penal.
“Sabemos das necessidades que o Estado possui em disponibilizar um local para abrigar mulheres que estão sob a custódia e assim permitir a ressocialização e a capacitação das detentas, mas a mudança proposta fere a Lei de Uso e Ocupação do Solo, que não permite a instalação de presídios dessa natureza dentro do perímetro urbano de Dourados”, explicou Guedes.
Na sessão de terça-feira passada (3), o vereador utilizou a tribuna para ressaltar sua posição contrária. “Fico triste em saber que o local que um dia funcionou uma escola, a antiga UEDI, na qual estudei até a quarta série, tenha se transformado em unidade prisional. Por que o Estado não transforma o espaço novamente em uma unidade educacional?”, indagou.
Alan Guedes participou da reunião proposta pela Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) sexta-feira (6), quando ficou decidido que um grupo de trabalho será formado para dialogar com a Secretaria de Segurança Pública do Estado para impedir que se concretize a decisão de instalar, ainda este mês, o presídio no local do semiaberto que será transferido para a nova sede, ao lado da Phac (Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa) com capacidade de abrigar 450 internos.
Caso o presídio feminino seja realmente instalado no local, detentas das cidades de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, Jateí e Rio Brilhante serão transferidas para Dourados, provocando clima ainda maior de insegurança para os moradores da região central da cidade, que já se sentem incomodados com o Semiaberto no local.