O vereador Elias Ishy questionou, na sessão de terça-feira (1) da Câmara, o que classificou de descaso do Poder Executivo com os servidores do município, especialmente no que se refere às negociações dos reajustes salariais. “Todos nós sabemos que o reajuste anual é um direito dos servidores, garantido pela Lei Complementar 107/2006, artigo 282, tendo como data base o mês de abril”, lembrou.
“Descumprir essa lei é cometer um ato de improbidade administrativa. E ainda mais grave: se o Poder Executivo alega que não pode cumprir porque a folha de pagamentos está no limite de 54%, que reconheça essa dificuldade oficialmente, por escrito, para que sejam tomadas as medidas cabíveis e se resolva a situação”, afirmou Ishy.
O Simted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Dourados) encaminhou ao vereador um ofício explicitando que a Prefeitura não cumpriu o acordo firmado em abril, no qual se comprometeu em reajustar em 6,15% o salário dos administrativos e em 8,32% o do Magistério, que também reivindica o cumprimento da lei do piso nacional. Esses percentuais foram aprovados em assembleia com os servidores da Educação. No entanto, adentrando o mês de julho, as negociações com a Prefeitura não avançaram e nenhum reajuste foi concedido. Tudo motivou o indicativo de greve para o próximo dia 15, caso o Executivo não cumpra o que foi acordado, segundo a assessoria do vereador.
Além da Educação, também os servidores da Saúde determinaram paralisação de um dia, nesta quinta-feira (10), alegando que a atual gestão municipal não está cumprindo a lei que garante a reposição salarial e denunciando a diminuição constante de recursos destinados à Saúde. Não descartam a possibilidade de greve, caso a pauta reivindicatória não seja atendida.
Nesta segunda-feira (7), foi a vez do Sinsemd (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Dourados) convocar Assembleia Extraordinária para o dia 10, a fim de discutir a reposição salarial do funcionalismo público douradense.