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Servidores da Saúde cobram André e Dilma

10 de julho 2014 - 18h09 Por Redação Douranews
Servidores da Saúde cobram André e Dilma

Médicos, enfermeiros, agentes comunitários e outros funcionários da rede pública da Saúde de Dourados promoveram, nesta quinta-feira (10), um dia de protesto contra o descaso das autoridades do setor e pela reposição dos salários dos trabalhadores. Eles se reuniram em frente ao prédio do CAM (Centro Administrativo Municipal), onde funciona a sede da Prefeitura.

A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Berenice de Oliveira Machado Souza, garantiu que apesar da paralisação, 30% do efetivo de servidores foram garantidos no atendimento à população, conforme prevê a legislação. Nenhuma UBS (unidade básica de saúde) deixou de funcionar por conta do manifesto. “Apenas alguns atendimentos foram reduzidos”, informou.

A paralisação desta quinta-feira foi decidida em assembleia realizada pela categoria no dia 30 do mês passado. Os profissionais reclamam o reajuste dos salários, com o índice de reposição anual previsto em lei e que deveria ter entrado em vigor a partir de abril e também cobraram mais atenção por parte do governador André Puccinelli (PMDB) e da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Dourados não pode arcar sozinha com todos os custos para se fazer saúde, compreendendo que o Município acaba sendo responsável pela assistência básica de pacientes de outras 34 cidades da região”, afirmou a presidente do Conselho. Faixas cobrando mais compromisso de André e da presidente do Brasil foram expostas em frente ao prédio da Prefeitura.

O secretário de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira, disse que Dourados vem investindo mais do que a lei determina na Saúde Pública. Segundo ele, a Prefeitura aplica 8% a mais do orçamento mínimo exigido para o setor que, por lei, deveria investir 15%.

Entre os manifestantes em frente ao prédio do CAM, faixas advertiam a presidente Dilma Rousseff de que Dourados não pode continuar arcando sozinha ‘com a Saude do Sul do Estado’ e ao governador André Puccinelli os servidores cobravam mais verbas para suprir a demanda do Hospital da Vida.