O prefeito Murilo Zauith (PSB) sugeriu sexta-feira (1), após participar de reunião com o superintendente do HE (Hospital Evangélico) de Dourados, Eliezer Branquinho, e conselheiros da instituição, para tratar da possibilidade de fechamento do hospital, como vem sendo noticiado pelos meios de comunicação, diante do atraso no repasse de verbas do SUS (Sistema Único de Saúde), que o MP (Ministério Público) e o Governo do Estado sejam envolvidos nesse debate .
Eliezer Branquinho pediu ao prefeito que seja o intermediário em demandas que possam favorecer a instituição. Ele fez um relato sobre a situação financeira do hospital e a falta de condições para cumprir com os compromissos. Segundo ele, até mesmo a questão salarial se tornou um sério problema para a administração do hospital. O superintendente reafirmou a intenção, como medida extrema, de fechar as portas do Evangélico, já que, apenas com os recursos que recebe atualmente não terá como manter os atendimentos. Para Eliezer, é necessária uma ação também política para garantir a manutenção da prestação de serviço que hoje é feito para toda a região.
Para o prefeito, é preciso que haja uma união de forças por entender que a cidade não pode abrir mão do Hospital Evangélico, principalmente pelo que já fez e pela história que tem em todo o Conesul do Estado. Uma das primeiras ações, sugeridas por Murilo, é uma audiência no Ministério Público Estadual e, na sequência, com o Governo do Estado. Para o prefeito, é preciso haver esse contato para verificar o que de fato pode ser feito em pról da instituição, para, a partir daí encaminhar os entendimentos necessários.
O Evangélico é um hospital privado que atende na ala particular, convênios com planos de saúde e ainda presta serviço ao SUS (Sistema Único de Saúde), na área de oncologia, cardiologia e nefrologia para o município e região. Até setembro, administra também o HVida (Hospital da Vida), mas como o contrato está findando, a administração passará para a Prefeitura.