Através de uma petição online, a Assusfgd (Associação dos Servidores da Universidade Federal da Grande Dourados) lançou, em junho do ano passado, uma campanha pedindo o apoio da comunidade acadêmica à luta para que a cidade universitária, local visitado por milhares de pessoas diariamente, tivesse um posto de atendimento médico de emergência.
“O objetivo é garantir a segurança de todos que englobam o meio acadêmico, ou seja, docentes, servidores e alunos da Unidade II da UFGD e da Uems [Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul]”, defendeu, na época, o presidente da Associação, Franz Mendes.
“A cidade universitária está localizada a aproximadamente 12 quilômetros do perímetro urbano, distância que pode comprometer o tempo de atendimento em casos graves. A ideia é montar um posto onde o paciente possa receber os primeiros socorros até a chegada do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]”, destacou Franz.
Ele conta que atua como auditor da UFGD há seis anos, e neste período presenciou situações em que enfermos tiveram que esperar muito tempo para serem atendidos. “Houve vários casos, inclusive de uma jovem que teve problemas de alergia e passou por apuros até ser socorrida pelo Samu. Se houvesse uma área médica, ela teria o quadro clínico rapidamente estabilizado enquanto esperava a ambulância”, disse.
Da mesma forma, ouvido hoje (19) pelo Douranews, Franz lembrou que talvez tivesse sido possível oferecer atendimento emergencial ao acadêmico cardíaco que acabou morrendo na sala do curso de Ciências Sociais.
A Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), estatal criada pelo governo federal e que assumiu o gerenciamento do HU (hospital universitário) da UFGD, voltará a ser acionada para que disponibilize pelo menos dois profissionais [um médico e um enfermeiro], para atuarem no ambulatório que a Reitoria concordou em instalar no campus.