Dourados está entre os três municípios que comercializam o combustível mais caro em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o preço médio do litro da gasolina, por exemplo, é vendido a R$ 3,25 nos postos da segunda maior cidade do Estado. A diferença chega a R$ 0,60 por litro, se comparado com Campo Grande, onde o consumidor encontra com facilidade o litro da gasolina a R$ 2,65.
Para descobrir os motivos da diferença de preços praticados pelos postos instalados no município, em relação a cidades vizinhas, e combater a oferta de combustível com preço elevado, a Câmara de Vereadores de Dourados decidiu acionar a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e o Procon.
Em reunião realizada na manhã de terça-feira (9), o presidente da Câmara, Idenor Machado (DEM) anunciou que, junto com as comissões de Indústria e Comércio e Turismo da Casa, vai acionar o órgão responsável pela regulação da venda de combustíveis no país em busca de informações técnicas que possam orientar os vereadores sobre se preços praticados hoje em Dourados são justos ou se há abuso por parte dos postos de combustíveis no município.
Além da ANP, a Câmara também vai encaminhar ofício ao Procon (Programa Municipal de Defesa do Consumidor), solicitando informações sobre preços praticados pelos postos na cidade e uma ação ostensiva para verificar qualquer tipo de abuso contra o consumidor. O tema foi alvo de debates na sessão ordinária de segunda-feira (8) na Casa. Diversos vereadores utilizaram a tribuna para manifestar indignação quanto a enorme diferença dos preços dos combustíveis entre Dourados e Campo Grande.
Para o vereador Sergio Nogueira (PSB), a intervenção da Câmara se faz necessária devido às inúmeras reivindicações do cidadão douradense, que não se conforma com os preços dos combustíveis praticados pelos postos de Dourados. O presidente da Câmara, Idenor Machado (DEM), afirma que com a ação, o Legislativo tenta, de alguma forma, identificar a existência de possíveis abusos e desrespeito ao Código do Consumidor por parte de empresas do ramo em Dourados. "O consumidor não pode continuar sem explicações. Isso precisa ter uma explicação condizente ou uma ação rigorosa por parte dos órgãos competentes para conter supostos abusos nos preços", afirma Idenor.
Para o vereador Marcelo Mourão (PSD), presidente da Comissão de Indústria e Comércio, a diferença de preço do combustível vendido em Dourados com relação a Campo Grande deve ser analisada, tendo em vista que o combustível comercializado nas duas cidades é produzido no Estado de São Paulo e não há uma diferença tão considerável na distância percorrida para o transporte da carga que justifique tamanha desigualdade nos preços.