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Projeto eleva auto-estima de mães ‘residentes’ no HU

26 de setembro 2014 - 18h03 Por Redação Douranews
Projeto eleva auto-estima de mães ‘residentes’ no HU

Estética do coração. Esse é o nome do projeto desenvolvido pela médica Valéria Guerra e grupo de voluntárias que tem contribuído para elevar a auto-estima e oferecer maior encorajamento às mães que acompanham os filhos em tratamento no HU (Hospital Universitário) da UFGD em Dourados.

Realizado pela primeira vez entre as mães que praticamente tem que residir junto ao leito das crianças hospitalizadas no HU, o projeto reúne esteticistas, fisioterapeutas e funcionárias da Clínica Valéria Guerra. “É a oportunidade que temos de oferecer um ‘oásis’ de bem estar nos momentos difíceis de vida dessas pessoas”, define a médica.

O público alvo do trabalho, que consiste em aplicação de produtos de beleza e estéticos, além de aconselhamento e orientação espiritual, consiste das mães que tem os filhos internados em uma das UTIs (Neonatal ou intermediária) ou na Clínica Pediátrica do HU.

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Elvia, após um tratamento estético relaxante, com a médica Valéria Guerra

Elvia Martinez, de 22 anos, moradora em Ponta Porã, é um exemplo de mãe ‘residente’ no HU de Dourados. Ela é mãe de Jonathan, hoje com dois anos de idade, mas que desde os dois primeiros meses de vida está internado na UTI intermediária do hospital da UFGD. Detectado com atrofia muscular, o menino recebe o atendimento das equipes profissionais do Hospital e tem o acompanhamento imediato de Elvia.

“Praticamente moro aqui”, disse ela ao Douranews, depois de passar pelas mãos da equipe de estética da médica Valéria Guerra e ser encaminhada para a personal training Débora Sonni, que integra o projeto depois de ter também experimentado situação semelhante. Elvia diz que o marido e a filha vem visita-la periodicamente, mas conta os dias para poder voltar pra casa “e continuar ao lado do meu filho, ajudando ele a se recuperar de uma vez”.

O filho de Débora, Raphael, hoje com 4 anos, nasceu prematuro em excesso [pesando 950 gramas] e teve que ficar 28 dias internado no então Hospital da Mulher, unidade do Hospital da Vida que hoje funciona como parte do HU. “Depois desse tempo todo dentro do hospital, decidi que poderia fazer algo para ajudar essas mães que são levadas a esse tipo de vida”, contou a personal.

Paranaense de Curitiba, e radicada em Dourados há 25 anos, a médica Valéria Guerra disse que o trabalho dessa equipe de voluntários, realizado pela primeira vez no HU, deverá se tornar uma constante. “Vivemos em uma cidade linda, com um povo acolhedor, um lugar excelente para morar e podemos, sim, dar um pouco de nós por essas pessoas que são levadas a enfrentar todos os obstáculos por uma causa de saúde”, concluiu.