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Pastores criticam projeto que permite troca de sexo de crianças

29 de setembro 2014 - 11h56 Por Redação Douranews
Pastores criticam projeto que permite troca de sexo de crianças

O Conped (Conselho de Pastores Evangélicos de Dourados) organizou sábado (28) mais uma Marcha para Jesus, evento realizado em cidades no mundo inteiro e em Dourados já há dezoito anos. Neste ano, o tema escolhido tratou das medidas que alguns grupos sociais tem promovido para sufocar os conceitos tradicionais de família, segundo explicaram os organizadores.

É um momento em que a comunidade cristã da região se organiza para promover a unidade entre cristãos, interceder em oração pelo contexto sócio político e debater tema que esteja em pauta na reflexão nacional, citando o caso de recente Projeto de Lei de autoria do deputado Jean Willys que propõe cirurgia de mudança de sexo para crianças e adolescentes, mesmo sem o consentimento dos pais.

O texto do Projeto de Lei afirma que, no caso dos pais negarem o desejo da criança ou adolescente na vontade de realizar a cirurgia para troca de sexo, os menores poderão obter o direito por via judicial através de procedimento sumaríssimo, que é julgado de forma mais rápida pela justiça.

“A sociedade não pode aceitar este tipo de proposta. É um atentado contra a autoridade dos pais sobre os filhos menores de idade e uma agressão contra crianças e adolescentes que, por causa da idade, ainda não estão completamente maduros para tomar uma decisão que irá afetar o resto de suas vidas”, afirmou Marcos Vitor, integrante da diretoria do Conped.

O presidente do Conselho, Eugênio Lins, manifestou preocupação com a forma pela qual a opinião dos evangélicos muitas vezes é interpretada: “Por vezes, a simples manifestação de um pastor ou parlamentar acerca do tema é exagerada pela mídia e se transforma em assunto nacional, como se fosse algo sobre o que as igrejas devessem ficar caladas”, afirmou. “A Constituição Federal defende a liberdade de expressão como um direito inalienável. Onde não existir o abuso, não há que se falar jamais em homofobia. Somos contra qualquer tipo de discriminação ou violência, mas não abrimos mão do direito de expressar nossas convicções religiosas”, concluiu o presidente.

O Conselho estima que o evento do final de semana reuniu cerca de 20 mil pessoas, após uma carreata pelas ruas centrais da cidade.