O vereador Elias Ishy (PT) questionou a Prefeitura de Dourados, por meio de vários requerimentos, sobre os motivos da paralisação e atrasos em vinte e cinco obras programadas para todo o município, cujos recursos ultrapassam os R$ 7 milhões de reais.
É o caso da construção de dez academias da saúde em vários bairros e distritos; da Praça da Juventude, no Parque das Nações I; do Complexo Esportivo do Parque Antenor Martins e do Pronto Atendimento Infantil (PAI); reforma e construção de pontos de táxi.
“Por todos os lugares aonde vamos, a população afirma que se sente enganada e frustrada, pois a Prefeitura de Dourados faz propaganda maciça em todos os meios de comunicação falando dessas obras, mas o tempo passa e elas não são concluídas. A maioria está inacabada e de outras só se vê a placa, nem começaram a construção”, afirmou Ishy.
O vereador aponta que Dourados é uma das cidades que mais recebeu investimentos do Governo Federal, no entanto muitas obras são abandonadas, causando prejuízo aos cofres públicos, uma vez que para retomá-las o valor anteriormente programado não cobre os custos e é preciso fazer aditivos.
Com relação às dez academias de saúde (no total cerca de R$ 1,4 milhão) e à Praça da Juventude (R$ 1,9 milhão), a Prefeitura afirmou que cancelou o contrato com a empresa e está programando uma nova licitação para a finalização das obras. Apenas a academia do Parque Rego D’Água foi entregue, as demais não chegaram a 40% da construção.
Ano passado, a Prefeitura prometeu aos taxistas, numa reunião, que reformaria vários pontos e construiria quatro novos. Ao todo, 13 obras com recursos de R$ 503,1 mil do FMU (Fundo Municipal de Urbanismo). Até agora, apenas a reforma de cinco pontos foram concluídas.
Outra obra que está seguindo o triste exemplo do Parque Rego D’Água, que demorou uma década para ficar pronto, é o Complexo Esportivo do Parque Antenor Martins, orçado em R$ 2,2 milhões. Ishy esteve no local e contatou o abandono da obra, com parte do material de construção exposto, pondo em risco os visitantes.
Já o Pronto Atendimento Infantil (PAI), que custou R$ 1,6 milhão, deveria ter sido entregue em fevereiro de 2013. A Prefeitura afirma que deve ser finalizado neste segundo semestre, mas especificou se seguirá o exemplo da UPA 24 Horas, que permanece sem atendimento à população meses após a conclusão da obra.
A demora na finalização das obras motivou Ishy a propor um projeto de lei, ainda em trâmite, que visa a obrigatoriedade do poder executivo encaminhar à Câmara Municipal relatório de andamento das obras públicas executadas no município, para que os vereadores possam acompanhar e cobrar o cumprimento dos prazos. Atualmente, essas informações só são repassadas depois que os parlamentares encaminham requerimentos, que demoram mais de um mês para serem respondidos. Com assessoria