A Prefeitura de Dourados investiu, só no ano passado, na complementação do recurso do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) que é destinado ao Município, mais R$ 1,173 milhão para completar aos R$ 2.573 destinados pelo Governo federal.
Ao todo, para garantir a qualidade na merenda dos 28 mil alunos matriculados nas 45 escolas e 36 Ceims (Centros de Educação Infantil Municipal) do município, foram aplicados 3,746 milhões na alimentação dos estudantes da rede municipal de ensino naquele ano, segundo levantamento da Secretaria municipal de Educação.
A qualidade da alimentação é garantida num cardápio variado preparado por quatro nutricionistas da Secretaria. O equilíbrio nutricional é o fator principal para garantir qualidade de vida aos alunos. Porém, sem nunca esquecer do sabor, e levando-se em consideração cada realidade. Assim, escolas rurais e indígenas têm uma alimentação diferenciada, bem como as crianças que freqüentam os Centros de educação infantil.
A compra dos ingredientes é feita de forma diferenciada também. As escolas do ensino fundamental da área urbana recebem o recurso e fazem a compra por meio do sistema de licitação da Prefeitura. Já para os Ceims e escolas rurais e indígenas a compra é feita diretamente pela Secretaria de Educação.
Um diferencial na merenda escolar de Dourados é a priorização da compra do alimento produzido na agricultura familiar, porque, além da valorização da produção local, os estudantes recebem um alimento mais natural e orgânico, como destaca Donizete Alves Felipe, diretor da escola Iria Lúcia Konzen. “Na minha escola nunca faltou merenda”, ressalta, informando que os alunos também ajudaram, ao criar uma horta no espaço da escola. “Eles aprendem a cultivar hortaliças e temperos que ajudam na complementação da alimentação”, acrescentou.
A alimentação é servida de forma diferenciada nas escolas. No campo, como os alunos geralmente acordam muito cedo para tomar o ônibus, é servido o café da manhã antes do início da aula e depois, às 9 horas, tem a merenda. No Mais Educação são três refeições por dia. Já nas escolas urbanas a merenda começa a ser servida às 8h30, com prioridade para as crianças com menor idade.
A destinação adequada, a qualidade e a aplicação correta dos recursos destinados à alimentação dos alunos são fiscalizadas por dois conselhos, o Conselho de Alimentação Escolar e o Conselho Municipal de Merenda Escolar. O primeiro é o órgão colegiado de caráter fiscalizador, permanente, deliberativo e de assessoramento e responsável pela análise e prestação de contas no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
O Conselho Municipal de Merenda Escolar, proposto por iniciativa do prefeito Murilo Zauith (PSB) e aprovado pela Câmara de Vereadores, entrou em vigor em 23 de junho deste ano, e tem a atribuição de verificar a aquisição, distribuição, qualidade e conservação de produtos, condições de preparo, oferta e aceitabilidade da merenda oferecida. Também fiscaliza, acompanha e opina na licitação e tem poder para apurar eventuais denúncias envolvendo merenda escolar. É um órgão colegiado deliberativo e fiscalizador, vinculado à Secretaria mnicipal de Educação.
A proposta do prefeito Murilo é garantir uma alimentação de qualidade todo dia. O programa de alimentação escolar tem o objetivo de atender as necessidades nutricionais dos alunos, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes.