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Ishy participa de mobilização contra violência indígena

18 de novembro 2014 - 17h30 Por Redação Douranews
Ishy participa de mobilização contra violência indígena

O vereador Elias Ishy (PT) participou, sexta-feira (14). da mobilização contra a violência nas aldeias indígenas de Dourados e defendeu a união de forças para se resolver essas questões. Uma passeata contou com centenas de pessoas que saíram do Cras (Centro Recreativo de Assistência Social) da aldeia Bororó e se concentraram na rotatória da rodovia MS 156, com faixas e cartazes.

Ishy destacou a importância da mobilização como forma de chamar a atenção de toda a população para esta problemática que atinge as aldeias douradenses.

“Na Câmara de Vereadores, levaremos essas reivindicações às instâncias que têm a responsabilidade no enfrentamento dessas questões. É inadmissível esta situação de insegurança e violência presente em nossas aldeias. É preciso ter mais investimentos e compromisso do Governo estadual com a segurança no nosso Estado e nas nossas comunidades indígenas”, apontou o vereador.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2014, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que Mato Grosso do Sul tem a segunda maior taxa de estupros e assassinatos contra indígenas do País. No total, foram registrados 1.263 casos de estupros, ou seja, a cada 100 mil habitantes, 48,7 são vítimas de estupro.

MS registrou uma taxa de 5,8% de mortes de indígenas, ficando atrás apenas de Roraima com 26,7%. Foram 36 assassinatos por agressão contra 55 em Roraima no ano de 2013.

O relatório também aponta que Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros que mais reduziu investimentos no setor, com uma diminuição de 61,72%.

Ishy afirmou que é hora de somar forças para buscar soluções para o problema da violência nas aldeias: “Não dá mais para ficar nesse jogo de empurra-empurra, no qual município, Estado e União se eximem de suas responsabilidades. Muitas das questões indígenas que levamos às autoridades municipal e estadual não são atendidas sob a alegação de que são de responsabilidade de órgãos federais. Mas não é assim. É preciso que todos juntos realizem ações efetivas para resolver essas questões”, finalizou. Com assessoria