Mesmo com a ameaça do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que as manifestações seriam punidas com pesadas multas, o centro de Dourados parou nesta sexta-feira (27), durante mobilização de caminhoneiros e das entidades do comércio que se solidarizaram com o movimento nacional em prol da redução dos custos da produção.
A praticamente equiparação dos preços do óleo diesel com a gasolina e o baixo preço dos fretes levou ao manifesto de caminhoneiros, que começou dia 13 da semana passada no Paraná e já completa duas semanas com ramificações em vários Estados do País.
Em Dourados, caminhoneiros e dirigentes de entidades do comércio e indústria realizaram carreata pacífica, com faixas e bandeiras do Brasil, saindo do trevo da Bandeira, que liga o centro da cidade às BRs 163 e 463, de acesso aos municípios de Ponta Porã, Caarapó e Campo Grande. O manifesto percorreu o centro da cidade e retornou ao ponto de origem.
Articulado com as entidades empresariais, durante a manifestação pela área central os caminhoneiros ganharam o apoio do comércio que orientou os funcionários a interromperem o expediente, baixando as portas dos estabelecimentos e acenando, do lado de fora, para os membros da carreata.
Para o presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), um dos que liderou o movimento de apoio na cidade, o ato teve sucesso absoluto. “A sociedade douradense entendeu o raciocínio do movimento que não é, simplesmente, de rejeitar as medidas do governo, mas de defender o poder de compra do salário do trabalhador brasileiro e valorizar quem realmente produz”, observou.