“Dourados deu o alerta, agora o Governo tem que arrumar as coisas lá em cima porque aqui embaixo nós não aguentamos mais”. Assim, o presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), empresário Antonio Nogueira, definiu a participação da comunidade no manifesto que reuniu, na tarde deste domingo (15), pelo centro da cidade, cerca de 5 mil pessoas, segundo avaliação da PM (Polícia Militar).
Empresários da área urbana e do setor rural de Dourados e de várias cidades da região, além de membros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Dourados, da Maçonaria, e políticos, inclusive, como o presidente da Câmara, vereador Idenor Machado (DEM), participaram do manifesto contra a corrupção e por menos impostos, conforme o objetivo dos organizadores. Os secretários da Prefeitura, Sebastião Nogueira (Saúde) e João Azambuja (Administração), também estavam entre os manifestantes.
Nas laterais da avenida Marcelino Pires, populares com bandeiras do Brasil, narizes de palhaço e cartazes protestando contra a presidente Dilma Roussef, apoiavam o movimento. “Não sei se dá impeachment, mas alguma coisa tem que acontecer lá em cima [no Governo], do jeito que está não pode mais continuar”, disse Augusto dos Anjos, presenciando a manifestação.
O movimento teve início na praça Antonio João, os manifestantes promoveram uma passeata pela avenida principal até o cruzamento com a rua Camilo Ermelindo da Silva e retornaram para a praça, onde a população se dispersou. Ainda assim, muitos permaneceram no interior da praça, exibindo os cartazes, cantando coros de ‘fora Dilma e leva o PT com você’, trechos do hino nacional do Brasil e até dançando ao ritmo da bateria ‘Embolia’, de acadêmicos do curso de Medicina da UFGD, que encerrou a programação na concha acústica a praça.