A estrutura do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) em Dourados recebe, mensalmente, por parte da União, cerca de R$ 140,3 mil, enquanto o Estado repassa R$ 70,1 mil. No entanto, para manter o Serviço em funcionamento, o custo total é de R$ 485 mil. Ou seja, para chegar a este valor, quem paga a diferença de R$ 274,4 mil [mais de 50% do total] é o município.
“É isso que faz com que o município tenha cada vez mais dificuldade de manter a Saúde, porque o Governo Federal implanta o programa e subfinancia, deixa o ‘abacaxi’ para nós”, observou esta semana o secretário municipal de Saúde, ao fazer um balanço da gestão plena encampada pela atual administração do prefeito Murilo Zauith (PSB) no setor.
O serviço de atendimento emergencial, com ambulâncias equipadas e pessoal especialmente treinamento para a atividade fazem do Samu um dos mais eficientes e rápidos sistemas de atendimento do Brasil. A Central instalada em Dourados ainda ainda os municípios de Mundo Novo, Nova Andradina, Naviraí e Ponta Porã.
“Nós somos gestão plena, então somos nós que temos que segurar essa ‘marimba’”, destaca Sebastião Nogueira, citando ainda outro programa, o CEO II (Centro de Especialidades Odontológicas) que custa R$ 175 mil por mês, sendo que o município recebe R$ 19,4 mil da União e R$ 4,4 mil do Estado para sua execução.
A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h que funciona desde dezembro de 2014 só foi habilitada em 22 de maio deste ano, data de referência para a União repassar o recurso. O custo é de R$ 1,2 milhão por mês e o que “ficou para trás” ficou por conta do município, citou ainda Sebastião Nogueira.